° / °
Vida Urbana
Centro

Operação da Defesa Civil do Recife inicia retirada de moradores que ficaram em casarão após desabamento no Pilar

Imóvel de propriedade privada foi classificado como de "risco muito alto"; área será isolada após saída dos moradores

Cadu Silva

Publicado: 08/04/2026 às 10:17

Defesa Civil começou operação, nesta quarta (8), para retirar famílias da área de casarão que desabou no Recife /Cadu Silva

Defesa Civil começou operação, nesta quarta (8), para retirar famílias da área de casarão que desabou no Recife (Cadu Silva)

A Defesa Civil do Recife iniciou, nesta quarta-feira( 8), uma operação emergencial para retirada de famílias e pertences em um casarão e imóveis no entorno, na comunidade Pilar, área central da cidade.

A medida ocorre após o desabamento de parte da estrutura, que deixou dois mortos e dois feridos, e diante da classificação de risco muito alto para novos colapsos.

O desabamento aconteceu na noite da última segunda-feira (6), por volta das 20h, em um imóvel localizado nas proximidades do cruzamento das ruas Bernardo Vieira de Melo e do Ocidente.

A estrutura, utilizada como ocupação irregular, pertence à rede privada e já apresentava comprometimento estrutural.

Duas pessoas morreram no local: Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45.

Outras duas vítimas, Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29, foram resgatadas dos escombros e encaminhadas para o Hospital da Restauração, com politraumatismo. Segundo a unidade de saúde, ambas seguem internadas com quadro estável.

Após a tragédia, a Defesa Civil realizou vistoria técnica e classificou toda a estrutura como de risco muito alto, determinando a desocupação imediata do casarão e de imóveis no entorno.

“A estrutura já foi avaliada e está classificada como de risco muito alto. A recomendação é a desocupação imediata de toda a área”, afirmou a gerente geral de Atenção Social da Defesa Civil do Recife, Gisele Vieira.

Para viabilizar a retirada, a Prefeitura do Recife montou uma operação com três caminhões, equipes operacionais e um espaço destinado ao armazenamento dos pertences das famílias.

“Hoje a prefeitura está com caminhões, equipe operacional e um local para guardar os pertences das famílias. A gente está fazendo essa retirada com acompanhamento técnico, avaliando os trechos mais críticos”, explicou Gisele.

A ação também contempla moradores que estavam abrigados provisoriamente em uma creche próxima, utilizada como ponto de apoio após o desabamento. Essas famílias estão sendo transferidas para um equipamento institucional do município, enquanto outras buscam alternativas por conta própria, como casas de parentes ou aluguel na própria comunidade.

Desde a noite do acidente, a Defesa Civil identificou 33 responsáveis por imóveis na área, entre moradores e comerciantes, além de 34 imóveis. O número inclui pessoas que não estavam presentes no momento do desabamento e foram localizadas posteriormente.

A retirada dos pertences ocorre de forma controlada e com acompanhamento técnico, devido ao risco estrutural.

“A gente vai avaliar cada trecho antes da retirada. Nos locais mais críticos, só será permitida a retirada de itens essenciais e de maior valor”, destacou a gerente.

Todos os imóveis foram interditados, tanto na área interna do casarão quanto no entorno. Após a desocupação total, o perímetro será isolado como medida de segurança.

“Depois que a gente retirar todas as famílias, vamos fazer o isolamento da área para evitar novos acidentes”, completou.

Não há prazo definido para demolição da estrutura, uma vez que o imóvel é de propriedade privada e o caso está sob análise judicial. Até lá, as ações do poder público se concentram na proteção das pessoas e na prevenção de novos desabamentos.

A recomendação da Defesa Civil é clara, ninguém deve permanecer na área.

Mais de Vida Urbana

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas