Motociclistas de app protestam no Recife e dizem que "categoria está esquecida"
Grupo fechou trechos de vias da capital pernambucana nesta sexta-feira (27)
Publicado: 27/03/2026 às 08:54
Protesto acontece nesta sexta (27) (Foto: Rafael VIeira/DP)
Motociclistas e entregadores de aplicativos protestaram no Recife nesta sexta-feira (27). Além de mais segurança, as reivindicações incluem o fim da obrigatoriedade de curso para exercício da profissão, previsto em lei federal de 2009, e a suspensão da tramitação de propostas para regulamentar a categoria.
“A categoria do motociclista, que na pandemia carregou esse país nas costas, está cada vez mais esquecida”, disse Eduardo Santana, que se apresentou como um dos representantes do grupo.
“Se for preciso, a gente vai fazer essa parada no Recife duas vezes na semana, uma na segunda e uma na sexta. Até tudo isso se resolver. E quando a gente se estressar, vai ser todo dia parando no mínimo 5 horas na rua”, acrescentou.
Protestos
Motociclistas começaram a se concentrar por volta das 8h desta sexta (27), na frente do Centro de Convenções, em Olinda. Após fecharem trechos da avenidas Agamenon Magalhães e Abdias de Carvalho, o grupo de mais ou menos 500 motociclistas, se deslocou, por volta das 11h, para a frente do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, em Santo Antônio, no Centro do Recife. Lá, foram recebidos por representantes da Casa Civil.
A lei número 12.009, de 29 de julho de 2009, exige que para atuar como mototaxista, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e motoboy, com o uso de motocicleta, é preciso:
- ter completado 21 anos
- possuir habilitação, por pelo menos dois anos, na categoria A
- ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do Contran
- estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos, nos termos da regulamentação do Contran
Segundo o grupo de motociclistas, as fiscalizações a respeito do cumprimento da lei estão sendo intensificadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).
"Estão todos revoltados. Estava funcionando bem o ramo. O que a gente precisa é de atenção. A gente está reclamando da regulamentação, mas se vir uma regulamentação que seja pro bem, a gente não reclama", disse Eduardo.
O que diz o Detran-PE
O Diario entrou em contato com o Detran-PE e aguarda retorno.
Proposta do governo para entregadores
Proposta do governo federal que será encaminhada ao Congresso prevê aumentar o valor mínimo pago pelas plataformas de entrega por aplicativos a cada corrida de R$ 7,50 para R$ 10 e o valor adicional por quilômetro de R$ 1,50 para R$ 2,50.