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DENÚNCIA

Alunos de Letras da UFPE denunciam calor, mofo e presença de ratos em departamento

Mofo, calor extremo, salas superlotadas e mobiliário danificado estão entre os principais problemas relatados por estudantes

Adelmo Lucena

Publicado: 24/03/2026 às 19:27

Situação de departamento é motivo de denúncia por parte de estudantes de Letras da UFPE/Foto: Reprodução/Instagram

Situação de departamento é motivo de denúncia por parte de estudantes de Letras da UFPE (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma denúncia sobre as condições estruturais do Departamento de Letras do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco ganhou repercussão nas redes sociais na segunda-feira (23). A publicação, feita pelo Diretório Acadêmico de Letras no Instagram, expôs uma série de problemas enfrentados diariamente por estudantes dos oito cursos vinculados ao departamento.

Entre as principais queixas estão o calor excessivo nas salas de aula, agravado por aparelhos de ar-condicionado quebrados ou sem manutenção, além da presença de mofo nas paredes. Segundo os estudantes, a situação tem impactado a saúde e o desempenho acadêmico.

“Atualmente, enfrentamos uma realidade degradante que impede o pleno desenvolvimento acadêmico: Ar-condicionados sem manutenção ou quebrados em meio a recordes de temperatura, levando alunos e professores ao mal-estar físico”, denunciam os alunos.

Em nota pública, os estudantes classificaram o cenário como “degradante” e afirmaram que estudar no local tem se tornado um “exercício de resistência física e mental”. O texto também destaca problemas como a insalubridade do ambiente, com risco à saúde devido ao mofo, o sucateamento do mobiliário, com cadeiras quebradas e insuficientes, e a superlotação das salas, que não comportam o número de matriculados.

Os estudantes ainda cobraram ações imediatas da direção do centro e da reitoria da universidade, incluindo a manutenção e substituição dos aparelhos de ar-condicionado, reformas estruturais para eliminar infiltrações e mofo, além da renovação do mobiliário e adequação dos espaços físicos.

“Não pedimos apenas reparos; pedimos respeito e dignidade. Para que haja uma real compreensão do que enfrentamos, convidamos formalmente a Direção do Centro e a Reitoria da UFPE a passarem um dia inteiro assistindo aula em nossas salas. É impossível planejar o futuro da educação de dentro de gabinetes climatizados enquanto o corpo discente e docente padece sob o calor e a negligência”, diz a postagem.

A estudante Giovana de Luna, de 23 anos, relatou ao Diario de Pernambuco que a situação tem provocado episódios frequentes de mal-estar entre os alunos. Segundo ela, há registros de colegas que passaram mal durante as aulas, com crises alérgicas e até desmaios em decorrência do calor e da má qualidade do ar.

“São inúmeros riscos, vemos todos os dias pessoas passando mal, com alergias atacadas devido ao mofo, que é muito presente no departamento. Além disso, as condições de higiene do centro não são muito boas, então convivemos com bastante poeira, o que também colabora com essas doenças respiratórias. Agora, sobre os aparelhos de ar-condicionado, isso apenas agravou muito mais os riscos à nossa integridade física”, relata.

De acordo com a aluna, permanecer em sala por longos períodos tem sido inviável. Ela descreve que muitos estudantes recorrem a leques para tentar amenizar o calor, mas sem sucesso. “. Assim, não conseguimos assistir a uma aula inteira sem precisar sair para respirar, não dá para manter o foco e o mínimo de atenção com um calor tão insuportável”, conta.

Além disso, Giovana apontou outros problemas estruturais, como buracos nas paredes, banheiros sem trancas e falta de higiene nos ambientes, com acúmulo de poeira e até a presença de animais, como ratos e morcegos, durante as aulas.

O que diz a UFPE

Por meio de nota, a UFPE informou que “está adotando todas as providências cabíveis e céleres para solucionar a questão da climatização na instituição de uma forma geral e não apenas no Centro de Artes e Comunicação (CAC) e destaca que está empreendendo esforços significativos, dentro de um quadro de crise orçamentária nas universidades públicas federais, para a manutenção da infraestrutura da Universidade.”

Ainda de acordo com a universidade, os outros problemas não foram notificados à gestão. A UFPE disse que “buscará informações junto à Direção do CAC para que estas questões sejam resolvidas de forma conjunta.”

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