Trabalhadores de educação anunciam paralisação e protestos em escolas; entenda
O anúncio foi feito pelo sindicato da categoria (Sintepe), após uma passeata e uma assembleia realizadas na frente da sede do Assembleia Legislativa (Alepe), no Centro do Recife.
Publicado: 05/03/2026 às 16:37
Trabalhadores da educação fizeram ato, nesta quinta (5), no Recife (Sintepe)
Os trabalhadores de educação em Pernambuco anunciaram, nesta quinta (5), a paralisação das atividades na terça (10).
O anúncio foi feito pelo sindicato da categoria (Sintepe), após uma passeata e uma assembleia realizadas na frente da sede do Assembleia Legislativa (Alepe), no Centro do Recife.
Ainda segundo o Sintepe, haverá protestos em frente às escolas da rede estadual na quinta (12).
A ação integra a mobilização pela Campanha Salarial Educacional 2026.
“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da parte da gestão“, explica Ivete Caetano, presidenta do Sintepe.
A mobilização no dia 12 de março também serve de alerta para a situação de escolas que estão com problemas estruturais graves e precisando de reparos na rede elétrica, com falta de climatização e merenda de baixa qualidade, além de reformas em atraso.
Reivindicações
Um dos principais pontos de negociação para este ano se refere à atualização do Piso Salarial do Magistério, com repercussão em toda a carreira dos servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco tendo por base a Medida Provisória n. 1.334/2026. Por esta nova regra, a atualização anual do piso passa a considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano anterior, somada a 50% da média da variação da receita real do Fundeb.
Com base nessa fórmula, o piso foi atualizado em 5,4% para 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, para a jornada de 40 horas semanais. Este percentual de 5,4% é reivindicando pelo Sintepe para profissionais que recebem acima do piso, conforme preconiza a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
A pauta da campanha neste ano também exige reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) de todos os cargos da educação, e a flexibilização da jornada de trabalho de 40h para 30h ou de 30h para 40h dos/as Analistas Educacionais, Assistentes e Auxiliares Administrativos, entre outras reivindicações relativas a Concurso Público, Gratificações e Formação Continuada.