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ASSÉDIO

Pernambucana denuncia assédio em banheiro de estação de metrô no Canadá

Situação aconteceu em horário de pico e, segundo o relato da vítima, os fiscais do local nãp agiram para deter o suspeito

Diario de Pernambuco

Publicado: 13/01/2026 às 18:10

Priscilla Costa compartilhou o caso no perfil do Instagram/Foto: Reprodução/Instagram

Priscilla Costa compartilhou o caso no perfil do Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma jornalista pernambucana de 36 anos denunciou ter sido vítima de assédio sexual dentro do banheiro feminino de uma estação de metrô em Toronto, no Canadá. O caso ocorreu na manhã da sexta-feira (9), na estação Kipling, e está sob investigação da polícia local.

Morando no país desde 2019, Priscilla Costa relatou que utilizava uma das cabines quando percebeu que um homem subiu no vaso sanitário da cabine ao lado para observá-la por cima da divisória.

“Eu estava de fone no ouvido, como sempre, (a partir de hoje não vou usar fone ouvindo música). Eu estava fazendo xixi… e eu notei uma presença e quando eu olho para cima tinha um homem femninino, no banheiro ao lado do meu. E ele estava em cima da privada, me olhando de cima”, relata a jornalista em vídeo publicado no Instagram.

Ao notar a invasão de privacidade, ela gritou e tentou sair, mas o suspeito tentou impedi-la, empurrando a porta. “Eu não sei há quanto tempo ele estava alí, foi tudo muito rápido. E na hora eu só tive forças para gritar. Desesperada, abri a porta e ele abriu junto. Eu comecei a empurrar ele, e à medida que eu empurrava, ele vinha para cima de mim”, conta Priscilla, enquanto chora.

Ela conseguiu empurrar o agressor para fora do banheiro e pediu ajuda a pessoas que estavam na estação. Priscilla estava sozinha no banheiro feminino, apesar da estação estar cheia por ser horário de pico. Um funcionário foi informado sobre o ocorrido, mas não teria tomado providências imediatas, o que permitiu a fuga do homem.

"Ninguém se movimentou para segurar aquele... miserável. Um dos fiscais do TTC, inclusive, saiu da cabaninha que fica ao lado da catraca e parado ficou com outros homens", afirma. Ela ainda questionou os profissionais sobre a falta de ação para deter o suspeito.

Mesmo abalada, a jornalista seguiu para o trabalho e só conseguiu registrar ocorrência no dia seguinte, sábado (10), em uma delegacia da região. O caso foi classificado como assédio sexual.

A brasileira também procurou a Toronto Transit Commission (TTC), empresa responsável pelo transporte público, que localizou as imagens das câmeras de segurança do horário do crime e encaminhou o material à polícia.

Ela afirma que precisa passar pela estação Kipling ao menos duas vezes por semana, por causa do trabalho, e teme reencontrar o agressor. Priscilla está evitando evitando usar fones de ouvido e sofre com o trauma quando tenta dormir.

 

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