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ESTADOS UNIDOS

Navio que destruiu ponte de Baltimore nos EUA é rebocado para estaleiro

A operação ocorre quase dois meses após o acidente que causou a morte de seis operários que trabalhavam sobre a ponte
Por: AFP

Publicado em: 20/05/2024 21:17 | Atualizado em: 20/05/2024 21:04

Manobra começou no domingo e durou cerca de 20 horas (foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Manobra começou no domingo e durou cerca de 20 horas (foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O navio porta-contêineres que atingiu e derrubou a ponte de Baltimore, nos Estados Unidos, foi reflutuado e rebocado nesta segunda-feira (20) para um estaleiro vizinho ao porto.

 

A operação transcorreu quase dois meses depois do acidente que causou a morte de seis operários que trabalhavam sobre a ponte.

 

Para mover o gigantesco navio, aproveitou-se a maré alta. Transferir o porta-contêineres supõe facilitar o trânsito no porto, um dos mais ativos dos Estados Unidos.

 

Na manobra, que começou no domingo e durou cerca de 20 horas, participaram cinco rebocadores, segundo um fotógrafo da AFP presente no local. Foi preciso mover o navio de 300 metros de comprimento por quatro quilômetros.

 

A embarcação denominada "Dali", com bandeira de Singapura, ficou sem energia antes de se chocar contra uma coluna de suporte da ponte Francis Scott Key em 26 de março, provocando seu colapso e matando seis operários da construção que realizavam trabalhos de manutenção no alto da principal via de trânsito.

 

 

 

O acidente obrigou o fechamento do porto, embora os canais temporários tenham permitido algum trânsito para dentro e fora de Baltimore.

 

O barco emitiu um chamado de auxílio momentos antes da colisão, o que levou a polícia a se apressar para interromper o trânsito na ponte, mas não houve possibilidade de evacuar oito trabalhadores que reparavam buracos na pista. Dois foram resgatados com vida.

 

A Junta Nacional de Segurança no Transporte, que está investigando o caso, disse que a tripulação foi submetida a diversos testes, antes e depois do desastre, para detectar drogas e álcool, e que nenhum deles deu positivo.

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