Figueiredo culpa ChatGPT por erro em brasão e por "presidente eleito" em carta de Flávio
Aliado diz que Eduardo Bolsonaro pediu à ferramenta de IA que inserisse o símbolo da República e que o programa incluiu ainda uma versão antiga do texto
Publicado: 30/10/2026 às 11:07
Eduardo Bolsonaro, segundo Figueiredo, pediu à IA que acrescentasse o brasão da República ao documento (Reprodução / X @FlavioBolsonaro)
O jornalista Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT, programa de inteligência artificial (IA) capaz de gerar textos, imagens e documentos, dois dos problemas encontrados nas versões da carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois de sua fuga para os Estados Unidos. A explicação foi publicada nesta quinta-feira (29) no X.
Segundo Figueiredo, o ex-deputado e irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, pediu à ferramenta que acrescentasse o brasão da República ao documento. O arquivo saiu com uma versão antiga do símbolo com a inscrição "Estados Unidos do Brazil".
"Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado", escreveu.
O segundo erro, de acordo com ele, foi a inclusão de uma versão anterior do texto, na qual Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". "Ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto", afirmou. A versão publicada depois pelo senador trocou a expressão por "líder do Brasil".
Figueiredo confirmou que a carta passou por várias versões antes da da publicação definitiva e disse que mais de uma pessoa participou da elaboração. A escolha final por "líder" teria duas razões, uma jurídica e uma política. Para ele, a palavra transmite melhor a mensagem pretendida. "A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo", escreveu.
Paulo Figueiredo afirmou ainda que recebeu autorização de Flávio para distribuir à imprensa uma versão tida como final naquele momento. Pouco tempo depois, o grupo percebeu os erros e fez duas correções, primeiro no brasão e depois no texto. Para evitar que várias versões circulassem ao mesmo tempo, decidiu-se que o próprio Flávio publicaria o documento corrigido.
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