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Política
ELEIÇÕES 2026

Lula é reeleito presidente do Brasil após virada histórica sobre Flávio Bolsonaro, projeta Datafolha

Pela segunda vez consecutiva, Lula derrota nas urnas um integrante da família Bolsonaro

Alexandre Cunha e Nicolle Gomes

Publicado: 25/10/2026 às 20:57

Aos 80 anos, Lula conquistou o direito de permanecer no comando do país até 31 de dezembro de 2030/Foto: Juan Barreto/AFP

Aos 80 anos, Lula conquistou o direito de permanecer no comando do país até 31 de dezembro de 2030 (Foto: Juan Barreto/AFP)

O Datafolha projeta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Com mais de 82% das urnas apuradas, o petista tem 51,38% dos votos válidos e bate o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protagonizando uma virada inédita na história das disputas presidenciais brasileiras desde a redemocratização.

Flávio somou 48,62% dos votos válidos. O resultado encerra uma das disputas mais acirradas da história recente do país, marcada pela polarização política, pela troca de ataques entre os candidatos e pela mobilização das duas campanhas na reta final.

A vitória de Lula ganha ainda mais significado diante do resultado do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, o presidente terminou atrás do adversário, com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do senador fluminense. Até então, nenhum candidato que havia terminado a primeira rodada na segunda colocação conseguira reverter a desvantagem e vencer uma eleição presidencial no Brasil desde 1989.

Aos 80 anos, Lula conquistou o direito de permanecer no comando do país até 31 de dezembro de 2030. Ao seu lado, seguirá o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de 73 anos, repetindo a chapa que venceu as eleições de 2022.

Segunda derrota da família Bolsonaro

Pela segunda vez consecutiva, Lula derrota nas urnas um integrante da família Bolsonaro. Em 2022, superou o então presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição. Quatro anos depois, venceu Flávio, filho mais velho do ex-presidente, que assumiu o protagonismo eleitoral do bolsonarismo após a inelegibilidade do pai.

A disputa de 2026 também colocou à prova a capacidade de mobilização do petista, que chegou ao segundo turno em desvantagem e precisou reorganizar a campanha para tentar recuperar o terreno perdido. Entre as mudanças adotadas estiveram a intensificação da presença nas redes sociais, a aposta em vídeos mais espontâneos do presidente e a mobilização de aliados para reduzir a abstenção eleitoral, especialmente em regiões onde Lula tradicionalmente concentra apoio.

Desafios do quarto mandato

Superada a disputa eleitoral, Lula terá pela frente o desafio de governar um país que chega ao fim de 2026 dividido politicamente. A vitória nas urnas não significa, necessariamente, uma base parlamentar confortável para o presidente, que precisará negociar com um Congresso Nacional de forte presença conservadora.

Considerando apenas as bancadas do PL, do Novo e do Republicanos, partidos identificados com a direita brasileira, o grupo reúne 172 deputados federais e 36 senadores. O cenário exigirá do Palácio do Planalto capacidade de articulação para aprovar projetos prioritários e sustentar a governabilidade ao longo dos próximos quatro anos.

Entre os compromissos apresentados por Lula durante a campanha estão a ampliação de políticas sociais, a valorização do salário mínimo, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a expansão de investimentos em infraestrutura e a continuidade de programas voltados à população de baixa renda. 


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