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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro não deverá abrir sigilos, afirmam aliados

Proposta foi feita Aliados do candidato do PL dizem que ele não aceitará o desafio de Lula, que condicionou a abertura dos próprios sigilos à adesão do adversário e de familiares

Guto Moraes

Publicado: 20/10/2026 às 18:01

Presidenciáveis, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) só tiveram seu primeiro embate no segundo turno  /Nelson Almeida/AFP

Presidenciáveis, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) só tiveram seu primeiro embate no segundo turno (Nelson Almeida/AFP)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, não deve aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A proposta foi feita pelo presidente Lula (PT), adversário de Flávio no segundo turno das eleições. Lula enviou pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de quebra dos seus sigilos condicionado à aceitação do adversário para a mesma medida.

Nesta terça-feira (20), integrantes da campanha do candidato do PL ouvidos pelo colunista Túlio Amâncio, da SBT News, indicam que a ação de Lula é uma "armadilha" e que Flávio não deve aceitar o pedido.

De acordo com o colunista, a avaliação entre aliados seria de que “a abertura dos sigilos não acrescentaria nada ao debate eleitoral”, que se encerra no domingo (25), daqui a cinco dias. À coluna, a não adesão é justificada por uma estratégia para evitar desgastes na reta final da campanha que elevou Flávio à liderança no primeiro turno, disputado no último dia 5 de outubro.

“Lula não vai ter esse gostinho”, argumentou um integrante da campanha, ao reconhecer que novas ações ou pedidos de investigação poderiam surgir a partir das informações divulgadas e que não haveria tempo para a devida apuração.

Pedido de Lula ao TSE

Nesta terça-feira (20), Lula entregou o pedido de abertura de seus sigilos ao TSE. Na solicitação, estão implicados ainda os sigilos da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e dos cinco filhos do petista: Fábio Luís, o Lulinha; Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís.

No lado de Flávio, a exigência inclui sua esposa, Fernanda Bolsonaro; seus pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro; e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. Informações financeiras de empresas ligadas ao candidato também deveriam ser repassadas e da Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz, ao qual de acordo com a Polícia Federal, o presidenciável era “usuário master” de conta bancária.

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