Após ação de Lula, Meta remove sete perfis irregulares e cita falha técnica
Em manifestação ao TSE, a Meta negou que seus algoritmos favoreçam ou prejudiquem candidaturas. Secretário de Comunicação do PT cobra mais esclarecimentos da empresa
Beatriz Vasconcelos - Correio Braziliense
Publicado: 13/10/2026 às 14:30
Éden Valadares criticou a falta de esclarecimentos da Meta sobre contas irregulares ativas e possíveis desequilíbrios na disputa eleitoral (Guilherme Cavalcanti/D.A/CB)
Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Meta informou nesta terça-feira (13) ter removido sete perfis irregulares e afirmou que o bloqueio indevido de anúncios da campanha de Lula e o erro na contagem de visualizações em posts da campanha se tratavam de falhas em seus sistemas. A ação foi movida pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No documento, a empresa repudiou categoricamente qualquer suspeita de manipulação para favorecer candidaturas.
Sobre a desativação indevida da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro, a empresa afirmou que isso ocorreu devido à suspeita de simulação de um programa social do governo. O documento informou que a suspensão temporária da conta de anúncios durou pouco mais de uma hora.
Segundo o documento encaminhado ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a falha técnica na contagem de visualizações dos Reels do Instagram, em 7 de outubro, não ocorreu apenas no Brasil. Foi um erro técnico global na exibição da métrica, que afetou criadores em mais de 100 países.
A coligação havia levado à Justiça informações sobre uma suposta rede de 255 contas associadas à disseminação de conteúdos e práticas de desinformação. Em resposta, a Meta afirmou ter analisado 35 perfis identificáveis no material citado na ação e informou ter desativado sete, sendo seis por reincidência em violações e um por identidade enganosa.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a Meta não esclareceu quantas contas irregulares permanecem ativas e se essas falhas técnicas criam desequilíbrio na disputa eleitoral. “A opacidade das respostas e a falta de transparência na gestão destas redes seguem como uma falta da empresa e como um desafio para a Justiça Eleitoral e a sociedade brasileira como um todo”, publicou.
Confira matéria no Correio Braziliense.