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Veja quem votou contra e a favor da PEC pelo fim da escala 6x1

A votação foi simbólica, mas quatro senadores se posicionaram contra a proposta e pediram que a manifestação fosse registrada; confira quem são eles

Estado de Minas

Publicado: 03/09/2026 às 09:53

O senador e ex-ministro no governo de Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), é o líder da oposição ao governo Lula no Senado/Beto Barata/PL

O senador e ex-ministro no governo de Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), é o líder da oposição ao governo Lula no Senado (Beto Barata/PL)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Os outros 23 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

VEJA QUEM VOTOU CONTRA A PEC

- Rogério Marinho (PL/RN)

- Jaime Bagattoli (PL/RO)

- Tereza Cristina (PP/MS)

- Hamilton Mourão (Republicanos/RS)

VEJA QUEM FOI A FAVOR DA PEC

- Eduardo Braga (MDB/AM)

- Renan Calheiros (MDB/AL)

- Jader Barbalho (MDB/PA)

- Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB)

- Soraya Thronicke (PSB/MS)

- Professora Dorinha Seabra (União/TO)

- Styvenson Valentim (Podemos/RN)

- Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)

- Jayme Campos (União/MT)

- Jorge Seif (PL/SC)

- Magno Malta (PL/ES)

- Dr. Hiran (PP/RR)

- Laércio Oliveira (PP/SE)

- Otto Alencar (PSD/BA)

- Omar Aziz (PSD/AM)

- Eliziane Gama (PSD/MA)

- Vanderlan Cardoso (PSD/GO)

- Rodrigo Pacheco (PSB/MG)

- Lourdinha Pereira (PSB/MA)

- Rogério Carvalho (PT/SE)

- Fabiano Contarato (PT/ES)

- Camilo Santana (PT/CE)

- Weverton Rocha (PDT/MA)

COMO FOI A VOTAÇÃO

A aprovação ocorreu depois de mais de quatro horas e meia de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.

Durante a discussão, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A PEC prevê a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas nos primeiros 60 dias após a promulgação e, 12 meses depois, para 40 horas. A mudança não poderá resultar em redução salarial e estabelece duas folgas semanais, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

Agora, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

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