Daniel Coelho rebate João Campos sobre acusação de "milícia digital"
Em vídeo postado nas redes sociais, Daniel Coelho (PSD), que é ex-secretário de Turismo, rebateu a acusação de João Campos (PSB) sobre suposta "milícia digital"
Publicado: 26/08/2026 às 21:56
Daniel Coelho (PSD) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Ex-secretário de Turismo e candidato a deputado federal, Daniel Coelho (PSD) publicou, nesta quarta-feira (26), um vídeo nas redes sociais para rebater alegações de João Campos (PSB), que acusou o governo Raquel Lyra (PSD) de organizar uma suposta “milícia digital” para atacar seus adversários.
“João Campos, depois de despencar nas pesquisas, veio acusar um gabinete do ódio para espalhar fake news contra ele. Mas não disse que fake news é essa", afirmou Daniel. "Será que ele se refere ao fura-fila que foi noticiado por toda a imprensa nacional? Ou aos aditivos ou ao fato de ele ter privatizado as áreas públicas para as bets na cidade do Recife? Esses são fatos noticiados. Que fake news é essa?”
Entre 2023 e 2024, o aliado de Raquel foi titular da Secretaria de Turismo. Essa é a mesma pasta em que trabalhava Amisadai Andrade, apontado como coordenador da produção de conteúdos questionados pelo PSB. O servidor teve a exoneração publicada nesta quarta.
O caso foi divulgado por uma reportagem da TV Record, na noite da terça-feira (25). Segundo a matéria, Amisadai Andrade era servidor da Caixa Econômica Federal e foi cedido ao Governo de Pernambuco desde abril de 2025.
Raquel também rebateu o assunto, durante sabatina com o Diario de Pernambuco. Ela disse que o caso será apurado para que a verdade prevaleça e que “quer ver provas” de que Amisadai teria falado com ela sobre o suposto esquema.
Portal de Prefeitura
A reportagem também relacionou Amisadai ao Portal de Prefeitura, plataforma digital que teria recebido mais de R$ 600 mil em contratos de publicidade.
A matéria levantou a suspeita de que parte desses recursos teria sido utilizada para financiar a estrutura de comunicação política.
O Portal de Prefeitura negou, em nota postada nas redes sociais, as acusações e afirmou ter sido surpreendido pela reportagem. O veículo declarou, ainda, que tem compromisso com a informação e que as publicações passam por avaliação antes da divulgação.
A associação de sua atuação nas redes sociais a um eventual “gabinete do ódio” foi rejeitada pelo portal, que justificou que o recurso de publicações colaborativas do Instagram entre diferentes perfis é uma ferramenta disponível na plataforma e empregada por diversas páginas.
Sobre os recursos recebidos de instituições públicas, o Portal de Prefeitura afirmou que a contratação de publicidade segue normas legais, com critérios de audiência, tabela de valores, documentação e comprovação das veiculações. A empresa também disse estar à disposição das autoridades para colaborar com eventual investigação.