De zelador de zoo a empresário: quem é o filho de Lula que deve ter sigilos quebrados pela CPMI do INSS
A sessão da CPMI que teve como principal personagem os sigilos fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva foi marcada por muita confusão, no Congresso Nacional, nesta quinta (26). Lulinha teria envolvimento com o "Careca do INSS".
Publicado: 26/02/2026 às 15:01
Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha (Reprodução)
Alvo do pedido de quebra de sigilo aprovado nesta quinta (26) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), Lulinha, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), volta aos holofotes da política.
A sessão da CPMI que teve como principal personagem os sigilos fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva foi marcada por muita confusão, no Congresso Nacional. Parlamentares se desentenderam após o anúncio da quebra de sigilos. Houve bate-boca e até troca de empurrões entre representantes do governo e da oposição.
Lulinha é o mais velho dos cinco filhos de Lula. Ele é fruto da relação do presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, já falecida.
O filho de Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre o Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'o Careca do INSS', e uma empresária com possíveis menções a ele.
Lulinha é formado em Biologia pela Universidade Paulista (UNIP). Ele começou a vida profissional como monitor no Zoológico de São Paulo. Tudo mudou quando ele entrou no ramo empresarial e se tornou sócio da Gamecorp, que depois foi rebatizada de G4 Entretenimento. A empresa passou a produzir conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet.
Com contratos firmados com empresas de telecomunicações, especialmente a Telemar/Oi, Lulinha entrou no centro de uma disputa política e jurídica. Durante a Operação Lava Jato, o nome de Lulinha apareceu em acusações de recebimento de dinheiro. Nada foi comprovado.
Careca do INSS
O empresário Lulinha voltou ao noticiário ao ser citado em mensagens e uma agenda apreendida em investigações da Polícia Federal e no contexto de uma CPMI que apura o esquema conhecido como “Farra do INSS”. As menções reforçaram a pressão política em torno de seu nome.
Os aliados sustentam que ele não figura como investigado formal em parte dessas frentes e que existe mais rumores do que fatos concretos.