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Lula defende economia, elogia Alckmin e condena mentiras dos adversários em evento do PT

Discurso de Lula aconteceu em evento de comemoração dos 46 anos do PT

Blog Dantas Barreto

Publicado: 07/02/2026 às 16:35

Além de Alckmin, estava no palco, mais ao fundo, o presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos.

/Foto: Reprodução

Além de Alckmin, estava no palco, mais ao fundo, o presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos. (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado(7), que a oposição não terá argumento nas urnas se comparar os feitos econômicos do governo. Em discurso foi nas comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador. Na sua fala, Lula chegou a brincar, dizendo que, “quando a Bolsa cresce, a gente não ganha nada”. Mas emendou dizendo que quando o mercado se desvaloriza, o País todo perde. “É assim. Nós só ficamos com o prejuízo”, disse.

Lula também disse que ainda não está contente com a isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês porque entende que “salário não é renda”, mas reconheceu que mudanças nesse sentido só são possíveis com a construção de uma ampla aliança política. “Acordo político é uma coisa tática”, afirmou.

O presidente voltou a fazer elogios ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), em meio a dúvidas sobre a manutenção da chapa na disputa à reeleição na eleição deste ano.

“Quando é que vocês imaginaram que eu e Alckmin íamos estar juntos? Nunca. Então, veja, o dado concreto é que isso mostra que a política é uma arte”, destacou Lula, chamando o vice para se levantar ao lado dele. Alckmin estava usando uma meia vermelha e chegou a fazer o sinal de “L” com os dedos.

Além de Alckmin, estava no palco, mais ao fundo, o presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos.

“Na minha vida as coisas só acontecem porque Deus quer que aconteçam. E o Geraldo Alckmin é uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida, porque é um homem extraordinário, que eu respeito e admiro”, completou Lula.

ALIANÇAS

Lula defendeu alianças para vencer as eleições e disse que o PT “não está com essa bola toda”. “Nós temos Estados em que nós precisamos compor”, ressaltou. E disse que depois do eventual próximo mandato, “acabou”. “Não se preocupem que eu não quero mais mandato, não. Depois desse, acabou”.”O partido é que tem de ser forte, não é o Lula”, disse.

Lula disse que há muita mentira e desinformação e chamou PT, PCdoB, PSB, PDT “e quem mais a gente conseguir trazer” para atuar contra o que chamou de fake news.

“Essa luta é se a gente vai permitir que esse País continue a ser democrático ou se vai ser um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia desse País, o que está em jogo a manutenção de instituições que nós temos muitas críticas, mas que são o que garante a democracia desse País”, finalizou.

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O presidente brasileiro disse também que a “política não é profissão” e chamou atenção de parlamentares do PT e aliados, ressaltando que hoje a política “apodreceu” e está “muito mercantilizada”.

O mandatário ainda voltou a criticar o orçamento secreto, revelado pelo Estadão. “A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo para que os deputados e senadores tivessem liberdade de utilizar a mesma quantidade de dinheiro que sobra para o governo federal”, disse Lula.

“Esse ano é quase R$ 60 bilhões. Se vocês acham que isso é normal, tudo bem. Para mim não é normal. E o que eu acho grave é que o PT votou favorável e ninguém reclama”, disparou.

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