Investigação contra a Polícia Civil do estado é tema de discursos na Alepe
Líder do governo, deputada Socorro Pimentel defendeu o trabalho da Polícia Civil. Instituição é alvo de polêmica após monitorar o secretário de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife
Publicado: 02/02/2026 às 21:58
Líder da base da governadora na Alepe, deputada estadual Socorro Pimentel (UB) (Foto: Marina Torres/DP Foto)
A denúncia de que a Polícia Civil de Pernambuco monitorou o secretário de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, foi tema de discursos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta segunda-feira (2). O dia marcou a abertura dos trabalhos na Alepe.
Em seu discurso na tribuna, a líder da bancada governista, deputada Socorro Pimentel (UB), defendeu o trabalho da Polícia Civil, afirmando que a categoria não atua com base em interesses partidários.
“Temos acompanhado, nos últimos dias, ataques lamentáveis à governadora Raquel (Lyra, PSD) promovidas por alguns deputados e setores da oposição. O que estamos assistindo é algo muito sério. Há uma tentativa deliberada de deslegitimar a Polícia Civil de Pernambuco”, disse.
Ela ainda reforçou que o trabalho da instituição é apartidário. “A Polícia Civil não age por vontade política, por conveniência ou por interesse partidário. Ele age com base em denúncias com técnicas, com critérios dentro da lei. A governadora respeita a autonomia da justiça, coisas que jamais foram vistas por governos passados e que hoje, talvez, essa autonomia também esteja prejudicada por outro poder”, afirmou.
O deputado estadual da oposição, Romero Albuquerque (UB), rebateu o posicionamento da base e fez uma crítica ao discurso de Raquel na tribuna, que pregava a “união” para o desenvolvimento do estado. “Não há clima de união porque o próprio governo não contribui para isso. Quem manda espionar ilegalmente adversários políticos já rompe, por definição, qualquer discurso de união. Trata-se do uso de meios injustificáveis para atingir objetivos políticos. O que estamos fazendo é cumprir rigorosamente o nosso papel constitucional de legislar e fiscalizar o Poder Executivo”, disse.
Impeachment
O deputado protocolou o pedido de impeachment da governadora na Alepe, em janeiro, após denúncias de irregularidades na Logo Caruaruense, empresa de ônibus do pai dela, João Lyra, ex-governador do estado. A proposta está em tramitação na Casa, mas ainda não tem data para ser analisada.