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Discurso

"Única guerra que precisamos travar é contra a fome", diz Lula na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe

Lula disse que reconquistar a confiança na integração é tarefa árdua

Estadão Conteúdo

Publicado: 28/01/2026 às 12:48

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico. Cidade do Panamá - Panamá/ Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico. Cidade do Panamá - Panamá ( Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta quarta-feira (28), da abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que ocorre na Cidade do Panamá.

Durante seu discurso, Lula relembrou o Congresso Anfictiônico, realizado na cidade há 200 anos, onde “as jovens nações americanas buscavam consolidar sua independência e definir seu lugar no mundo”.

De acordo com o presidente, no entanto, a região vive, hoje, “um dos momentos de maior retrocesso em matéria de integração”.

“A breve experiência da UNASUL entre 2003 e 2014 sucumbiu ao peso da intolerância que impediu a convivência de visões diferentes. Voltamos a ser uma região dividida, mais voltada para fora do que para si própria. Permitimos que conflitos e disputas ideológicas alheios se imponham. As ameaças do extremismo político e da manipulação da informação se incorporam ao nosso cotidiano”.

De acordo com Lula, é preciso superar “divergências ideológicas” e construir “parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região”. “Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado”.

“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós”, declarou o presidente brasileiro.

Lula admitiu que reconquistar a confiança na integração é uma tarefa árdua, mas a classificou como necessária: “Dispomos de credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais para aspirar a uma presença relevante no contexto mundial. Necessitamos de lideranças comprometidas com mecanismos institucionais que articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”.

“A integração regional pode e deve alimentar-se de princípios e do exame crítico de outras experiências históricas. Mas ela será resultado da nossa capacidade de conviver com a diversidade das vontades políticas. Essa é uma condição essencial para manter a América Latina e Caribe como zona de paz e cooperação, regida pelo direito internacional. Isso dependerá da nossa inserção soberana no mundo”, acrescentou.

Entre os temas a serem abordados pelos líderes da região durante o fórum, estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar.

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