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Política
Acordo comercial

Lula não participará de assinatura do acordo UE-Mercosul no Paraguai

Na cerimônia estarão presentes o presidente anfitrião, Santiago Peña, e o uruguaio Yamandú Orsi

AFP

Publicado: 15/01/2026 às 16:39

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ( Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, no sábado (16), no Paraguai, disse à AFP uma fonte da Presidência brasileira.


Desde que voltou ao poder em 2023, Lula tem sido um grande promotor desse acordo, que criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrirá mercados especialmente atrativos para o agronegócio brasileiro.

Mas Lula "não vai" ao encontro, afirmou a fonte da Presidência, ao explicar que a assinatura foi inicialmente planejada como um evento em nível ministerial, e que o Paraguai enviou "convites" aos presidentes dos países-membros "de última hora".

Na cerimônia estarão presentes o presidente anfitrião, Santiago Peña, e o uruguaio Yamandú Orsi. Também é esperada a presença do argentino Javier Milei.

Lula receberá na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assim como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em uma escala antes de voar para Assunção.

O presidente desempenhou um papel crucial no avanço do tratado Mercosul–UE, mas não conseguiu que ele fosse assinado em dezembro, em Foz do Iguaçu, quando o Brasil ocupava a presidência rotativa do bloco sul-americano.

"Foi ele quem fez todo o trabalho. Sua liderança e a sua perseverança foram fundamentais para um acordo que há 25 anos é trabalhado, mas nunca saía", disse nesta quinta-feira (15) seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, em entrevista a uma emissora local.

O Mercosul e a União Europeia representam juntos 30% do PIB mundial e reúnem mais de 700 milhões de consumidores, embora a assinatura iminente seja contestada por agricultores e pecuaristas europeus, que se mobilizam em protestos contra o pacto.

 

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