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Volante Bia visita CT do Sport, divulga projeto e lembra de duelos com o chileno Valdívia
Ex-jogador leonino recorda até das provocações nos duelos contra o Palmeiras
Publicado: 14/07/2016 às 18:03
[SAIBAMAIS]Bia esteve no Sport de 2006 a 2009. Tempo em que criou uma grande identificação com as cores rubro-negras. Quem não lembra dos duelos que travou quando o chileno Valdívia vestia a camisa do Palmeiras? Aqueles dias voltaram a povoar a cabeça do volante, hoje com 32 anos. Na tarde desta quinta-feira, visitou o CT rubro-negro. Lembrou da identificação com o clube e apresentou o seu projeto social, o B5, que dá aulas de futebol a 80 crianças entre 13 e 16 anos, em Rio Doce, Olinda.Bia está parado no momento. Está sem clube desde que deixou o Vera Cruz, de Vitória de Santo Antão. Ainda sonha em jogar se aparecer a oportunidade que julgue ser boa. Nada, contudo, chegará nem perto dos bons momentos que teve no Leão da Ilha.
“A primeira lembrança que fica é a realização de um sonho. Lembro do primeiro dia que meu irmão ainda comenta. Mas todos falam daquela marcação em Valdívia, que era um jogador de ponta e um dos mais importantes do Brasil. Foi muito importante para minha carreira”, recorda.
Tudo, segundo o agora quase ex-atleta, começou em 2007. “Não era uma coisa muita amistosa. Começou em 2007 com (o técnico) Geninho. A gente tinha perdido um jogo de 5 a 1 para o Internacional. No outro jogo, Geninho mudou oito atletas para a partida contra eles lá em São Paulo e perguntou se eu estava pronto para fazer uma marcação. Eu disse que estava pronto para qualquer coisa. A gente ganhou de 2 a 1 lá e terminou o campeonato com uma boa campanha.”
Depois, Bia ainda teve outros encontros com o chileno. Em 2008, por exemplo, entrou no jogo de ida das oitavas de final da histórica. Copa do Brasil, no Palestra Itália. Ocupou o lugar de Daniel Paulista e ajudou a segurar o empate em 0 a 0. Tempo em que acirrou as provocações.
“Provocação sempre teve e acredito que mais da minha parte. Mas sempre soube sair. Teve umas seis ou sete partidas que a gente fez contra ele. Mas teve uma partida quando estava na Ponte Preta que ele olhou para mim e falou: ‘aqui não’. Eu respondi: ‘aqui sim meu filho’. Eu até tenho duas camisas dele. Foi quando teve um pouco de amizade. Mas aqui no Sport era uma luta. Era complicado. Mais para o lado dele”, disse. “O que o torcedor está pensando era o que eu falava para ele”, acrescentou.
Desde então, Bia criou um carinho ainda maior com o Sport. Algo que ainda nutre e que também faz acreditar que o time possa sair da zona de rebaixamento da Série A. “Quando a gente jogou Série A, a gente sabe que a dificuldade é grande. Mas esse elenco é experiente e tem condições de sair dessa situação”, acredita.
Projeto social
Fora de campo, Bia segue dando passos importantes e busca ajuda para ir mais longe. No projeto social B5, cuida para que os adolescentes não entrem no mundo das drogas. “Estamos, praticamente, sem incentivo nenhum e procurando amigos para que a gente possa alavancar o projeto. Eu que boto a mão na massa diariamente de 18h às 20h. Estou lá com a criançada incentivando e tirando das drogas. A única coisa que a gente cobra é estar estudando. Se não tiver com nota boa, fica fora do projeto.”
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