Acervo
EUROPA

Gigantes europeus descartam criação de Super Liga e rejeitam Copa do Mundo com 40 seleções

Principais equipes garantem que não existe plano de substituir a Liga dos Campeões

Publicado: 09/02/2016 às 15:07

Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, garante que segue apoiando Michel Platini, dirigente suspenso da UEFAOs principais clubes de futebol da Europa garantem que não tem planos para criação de uma Super Liga com a participação deles para substituir a Liga dos Campeões. "Não estamos projetando nada no momento", disse o vice-presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), Umberto Gandini, depois de uma reunião com a participação dos 143 membros, nesta terça-feira.

Os próprios clubes que compõem a ECA, porém, ajudaram a alimentar as recentes especulações sobre um "torneio separatista" ou de que a Liga dos Campeões passe a dar vagas para grandes times que não consigam a classificação por mérito.

A incerteza também surge no momento de discussão com a Uefa sobre a mudança das regras e do formato de disputa da Liga dos Campeões e da Liga Europa para o período entre 2018 e 2021. Gandini disse que haverá um processo de "seis a nove meses" para definições antes de a Uefa começa a negociar os direitos comerciais para esses novos períodos.

A situação, porém, se torna ainda mais indefinida pela situação das lideranças da Uefa, com o presidente Michel Platini suspenso e o secretário-geral Gianni Infatino em campanha para a eleição presidencial da Fifa, marcada para 26 de fevereiro.

"Nossos contatos não estão continuamente presentes como era antes", disse Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, que expressou seu apoio a Platini contra a suspensão de oito anos do futebol imposta pela Fifa.

A Liga dos Campeões vem sendo um grande sucesso comercial, com a Uefa dividindo 1,257 bilhões de euros (aproximadamente R$ 5,522 bilhões) entre os clubes pelas próximas três temporadas. Apesar disso, gigantes como Milan, Inter de Milão e Manchester United, que foram campeões na década passada, ficaram fora de edições recentes do torneio.

Mas se os clubes europeus estão abertos a mudar a Liga dos Campeões, eles querem que a Copa do Mundo permaneça sendo um evento de 32 equipes. O ECA reafirmou, nesta terça, a sua oposição a um torneio de 40 equipes, como foi proposto por Infantino. "Isto não é algo muito atraente para nós", disse Gandini, que também é diretor do Milan.

Apesar dessa diferença de posição em relação a Infantino, a ECA deu seu apoio ao dirigente na eleição presidencial da Fifa e pediu que os clubes tenham "papel ativo e construtivo" nas futuras decisões da entidade.
Mais de Acervo