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SUPERAÇÃO

Documentário sobre família do Ibura tentando reconstruir sua casa estreia no Olhar de Cinema

Filme 'Tijolo por Tijolo', da dupla Victória Álvares e Quentin Delaroche, será exibido nesta quinta (13) no Festival Internacional de Cinema de Curitiba

Publicado em: 10/06/2024 14:00

 (Divulgação)
Divulgação
O documentário pernambucano Tijolo por tijolo, dirigido pela dupla Victória Álvares e Quentin Delaroche, terá sua estreia mundial na Mostra Competitiva Brasileira do 13º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Cinema de Curitiba, nesta quinta (13). Produzido pela Revoada Filmes e com previsão de lançamento para 2025, através da Olhar Filmes, o filme acompanha a família da influenciadora digital Cris Martins, no Ibura, periferia do Recife, que teve que abandonar sua casa durante a pandemia por risco de desabamento, enquanto também estava grávida do quarto filho.

Os diretores conheceram Cris por meio de outro projeto cinematográfico que estavam tocando, mas a história dela lhes interessou de forma que resolveram fazer o documentário, que começou a ser filmado em um dos momentos mais sérios da pandemia. "Para a gente é muito significativo que o filme tenha sido feito em um contexto político tão difícil, e que ele esteja sendo lançado agora,  quando voltamos ter um Ministério da Cultura, há a Lei Paulo Gustavo, e é graças a essa lei que a gente conseguiu acessar recursos para finalizar esse projeto. Esse filme existe graças ao dinheiro público", explica Victória. "Esperamos que o longa provoque várias reflexões sobre o país em que vivemos. Por exemplo, por que apenas certas mulheres conseguem ter os seus direitos sexuais e reprodutivos respeitados? Por que pessoas negras e em situação de vulnerabilidade social morrem mais em tragédias e crimes ambientais?", complementa a diretora. 

Quentin, por sua vez, explica que a intimidade criada com os personagens ao longo do processo de filmagem é um elemento central no filme. Ele explica que passavam tempo juntos não apenas filmando, mas eram importantes também as interações quando a câmera estava desligada. “Nesse processo a gente acabou filmando durante quase dois anos, acompanhando todos os altos e baixos. E a confiança foi se estabelecendo naturalmente, com a convivência e o tempo que passamos juntos", conta Quentin. 
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