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LITERATURA

Coletividade na dança brasileira é tema de livro 'Pistas para Co-mover'

Publicação será lançada neste sábado (23), no Vapor Cozinha Afetiva, em Santo Amaro

Publicado em: 23/03/2024 06:00 | Atualizado em: 19/03/2024 17:31

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Visando expandir o acesso ao conhecimento sobre os mais variados processos coletivos de criação de danças feitas no Brasil, Liana Gesteira e Everton Lampe, pesquisadores e artistas das artes cênicas, uniram-se para escrever 'Pistas para Co-mover', um resultado da junção de seus trabalhos acadêmicos e será lançado neste sábado, às 19h30, no Vapor Cozinha Afetiva, no bairro de Santo Amaro, com a presença de intérprete em libras, em evento aberto ao público e destinado especialmente aos admiradores do processo criativo da dança no Brasil.

 

Na obra, os dois autores-artistas se debruçam sobre criações artísticas brasileiras e refletem sobre seus contextos, seus modos de fazer arte e suas implicações estético-políticas para o campo da dança. Eles apontam caminhos de criação que buscam valorizar as especificidades de cada corpo presente na criação, sejam os artistas, os espectadores ou os materiais cênicos utilizados, entendendo cada um deles como importantes para o acontecimento da criação.

 

Após o lançamento, o livro será disponibilizado em PDF acessível, que será distribuído para instituições e pessoas com deficiência visual. Haverá ainda a doação de 100 exemplares para instituições de ensino das artes da cena e instituições culturais do País, além da distribuição de outras 100 para escolas da rede pública de ensino e para bibliotecas públicas de Pernambuco.

 

“A ideia do livro surgiu numa conversa entre nós dois na cozinha da minha casa, em janeiro de 2020. Somos pesquisadores e artistas das artes cênicas e temos em comum nas nossas pesquisas o interesse sobre as coletividades nas artes, seus modos de criar, suas éticas e estéticas. Buscamos sempre referências de modos de organização em coletividade que não tenham atitudes opressoras e que encontram maneiras de se relacionar mais horizontais, respeitosas entre si e acolhedoras. Somos amigos e parceiros em projetos artísticos desde 2018. De lá para cá já desenvolvemos juntos o livro, residências e trabalhos conjuntos de escritas acadêmicas”, explica Liana.

 

“A palavra ‘pista’ tanto pode remeter a dica, indício, vestígio, como também faz alusão ao espaço em que podemos dançar, como uma ‘pista de dança’. E a palavra ‘co-mover’ pode ser entendida como mover junto ou como afetar alguém. Daí surgiu o nome ‘Pistas para Co-mover’, um livro que traz reflexões, provocações para os leitores moverem junto, se inquietarem e, quem sabe, dançarem coletivamente”, convida Everton.

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