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Interpretação

Uma imersão na atuação

Pernambucano Leonardo Lacca abre nova edição da "Oficina de Atuação Cinematográfica", que começa em março e segue com encontros semanais aos sábados até julho

Publicado em: 26/02/2024 06:00 | Atualizado em: 26/02/2024 09:15

 (Victor Jucá / Divulgação)
Victor Jucá / Divulgação
Uma oportunidade de mergulho no universo da interpretação chega no começo de março para atores e atrizes recifenses. Preparador de elenco, cineasta comunicador pernambucano, Leonardo Lacca traz a segunda edição ampliada da Oficina de Atuação Cinematográfica, em parceria com o Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco, a partir do dia 2 de março até 13 de julho, sempre nos sábados, das 14 às 18 horas, no IAC (Ateliê 2) - Centro Cultural Benfica, bairro da Madalena. 
 
Abordagens técnicas diversas fazem parte da proposta de Lacca, que, com de 20 encontros em aulas expositivas e interativas, estimula a espontaneidade dos participantes, buscando instrumentalizar investigações sobre o ofício da encenação em obras audiovisuais. A oficina conta com 20 vagas, com inscrições gratuitas pelo formulário online https://forms.gle/MqiUpT5wVqCmm6aa6, a serem feitas até o dia 26 de fevereiro. 
 
Entendendo a atuação como parte de um processo de autoconhecimento, de observação do outro e de troca, o trabalho da oficina intenta, através dos sábados de convívio, jogar para longe todas as coisas que atrapalham o ator quando ele está em cena e trazer para a discussão, com mediações individuais também, as que o fortalecem. A oficina inclui a leitura de textos e trabalhos participativos, questionando sempre como o ator pode exercitar seu instrumento essencial – seu corpo – mesmo quando não está fazendo nada.
 
Interessa à oficina a diversidade das interpretações de distintos registros, observados em obras que o preparador recomendará aos alunos ao longo dos encontros como referência. Autores célebres como o norte-americano Sanford Meisner e seus discípulos Bill Esper e Larry Silverberg estão entre os nomes que Lacca utilizou nas suas pesquisas e que estarão presente no embasamento teórico deste extenso projeto, o qual prevê ainda, ao final, a produção de vídeos do tipo self-tape, como resultado concreto da formação que serve para apresentação individual dos participantes do curso. 
 
Ao Viver, Lacca conta como sua trajetória influenciou no trabalho com elencos e fez as distinções importantes entre o processo de preparação para teatro e para cinema. "Cursei comunicação social e encontrei outras pessoas que tinham interesse em audiovisual e me juntei com colegas para fazer vários curtas e, durante bom tempo, pude passar por várias funções do cinema, desde som, fotografia e arte até direção e produção. Sempre gostei de trabalhar com atores e, quando tive a oportunidade de fazer a preparação de elenco de O som ao redor, ao longo de 2010, sinto ter sido uma grande faculdade para mim. Aprendi muito com Amanda Gabriel [atriz e preparadora] e com Kleber, claro, e, de lá pra cá, segui com outras preparações e também pesquisando referências teóricas. Faço cinema para trocar essas ideias com os atores, realmente a parte que mais me interessa no processo", conta. 
 
“Um dos grandes nomes que usamos como referência na atuação, o russo Constantin Stanislavski, tem um sistema reconhecido internacionalmente voltado para o teatro, com várias distinções com relação à impostação da voz, da intensidade e da expressividade do corpo. No cinema, a câmera pode registrar a menor das titubeadas da interpretação e o ator tem de saber lidar com aquele objeto que está ali constantemente próximo. Mas, apesar de serem mídias diferentes, ambas tem em comum a importância da verdade. Temos de acreditar nas emoções e, principalmente, temos que sentir que o ator também acredita”, explicou o cineasta.

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