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Escritor pernambucano lança livro-protesto contra normatividade

Bruno Albuquerque disponibiliza a sua segunda obra literária, a compilação de poemas intitulada MOTIM, permeada sutilmente por eixos astrológicos a partir deste domingo

Publicado em: 02/12/2023 06:30

Bruno Albuquerque denuncia opressão colonial em 'MOTIM'  (Rayanne Morais)
Bruno Albuquerque denuncia opressão colonial em 'MOTIM' (Rayanne Morais)
A partir de uma inquietação antiga diante de tantas injustiças sociais e violações de direitos humanos, o escritor, astrólogo e produtor cultural Bruno Albuquerque teve as primeiras experiências poéticas num curso de redação quando ainda tinha 18 anos, inspirado pelo pai, formado em letras, e pela professora Rosário Sá Barreto. Em uma espécie de desabafo, o seu primeiro texto já tinha caráter de protesto, “Bomba no Sistema”, ainda que escrito sob a necessidade de arrancar os incômodos e ecoar a voz no mundo. Hoje, com 45 anos, reúne um conglomerado de poemas que refletem a sua forma de observar e de viver em sociedade no segundo livro intitulado MOTIM. O lançamento acontecerá em evento aberto ao público neste domingo (3), às 14h, na Cozinha Solidária do MTST, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife.

“Eu chamo MOTIM de meu pequeno caos. É uma pancada contra a normatividade que carregamos, ao tempo em que deixa em evidência muito da branquitude que me coloniza. O que marca a publicação de MOTIM, aliás,  é a percepção que tenho dele como fronteira entre dois ciclos, depois de participar de cursos sobre antirracismo, durante a pandemia, de terem caído várias fichas sobre os níveis de machismo que trago e de privilégios que gozo como homem branco cis hetero. Nesse momento, comecei a me preocupar em escrever contra a opressão colonial que nos aprisiona. Três perspectivas acompanham muito a minha escrita, que são a metalinguagem e o seu lado filosófico, a indignação com injustiças e, mais especificamente no MOTIM, a possibilidade de dar notoriedade às nossas vozes internas”, explica Bruno Albuquerque.

Há versos que Bruno escreveu há 20 anos e que agora estão publicados. A narrativa da obra literária é permeada sutilmente por eixos astrológicos. “No livro tem poemas com um caráter mais enérgico, mais impulsivo, com uma carga mais verborrágica, os quais associo aos temas da Casa 1 dos mapas mais ligados ao signo áries – que é do elemento fogo. Por outra, os versos associados ao signo de gêmeos, por exemplo, são mais perguntadores”, detalha o escritor e também astrólogo, acrescentando que todos os seus trabalhos acabam tendo influências também, mesmo que apenas como inspiração criativa, dos seus conhecimentos sobre o alinhamento dos astros.

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