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MÚSICA
Voz da nova geração, Carol Biazin apresenta show 'Reversa' no Recife
Ex-finalista do The Voice galga andares no pop nacional com trabalho autoral
Publicado: 27/10/2023 às 10:45
Cantora paranaense escreve músicas para outros artistas, mas é protagonista do próprio trabalho (Crédito: Breno Galtier/Divulgação)
Autora dos sucessos de vários artistas, Carol Biazin também é protagonista das músicas que escreve. Além de criar as composições, ela mobiliza milhares de pessoas com sua voz. O sucesso da carreira autoral se reflete na turnê ‘Reversa’, com diversos shows lotados e que faz parada hoje no Recife, às 20h, no Teatro RioMar. Os ingressos custam a partir de R$ 60 e podem ser adquiridos no site do Teatro, na bilheteria ou através do SuperApp RioMar Recife.
Sua passagem pelo The Voice 2017, em que chegou à final, é apenas uma gota no oceano de conquistas desde então. Só neste ano, Biazin se apresentou no Lollapalooza, MITA Festival e também está confirmada no Rock The Mountain. Mas nem sempre as águas foram repletas de flores. “Por muitos anos, trabalhei de graça e fiz música por amor”. Uma série de circunstâncias alinharam em seu favor, mas a sorte foi consequência da persistência em meio à desvalorização e desconfiança da indústria. “A minha dedicação dependeu 100% de mim”, pondera em entrevista concedida ao Viver.
A artista de 26 anos foi a única mulher brasileira da nova geração no tributo à Bossa Nova, realizado no lendário Carnegie Hall, em Nova York, no início deste mês. Ao lado dos cantores Seu Jorge, Carlinhos Brown, Alaíde Costa, Daniel Jobim e Roberto Menescal, Biazin se apresentou pela primeira vez no exterior. “Além de estar lá, cantando em português, tive a chance de colecionar histórias com artistas grandiosos”, exalta. Ela guarda com carinho uma lembrança em especial. “Seu Jorge me elogiou porque ele não esperava que eu fosse entregar o que entreguei”.
Apesar da experiência inédita em cantar bossa nova, Biazin não se intimidou. Em seu álbum mais recente ‘REVERSA’, a paranaense explora diferentes sonoridades que evocam uma mistura de emoções no público. “Consigo imaginar as cores e cheiros daquilo. ‘REVERSA’ é extremamente sensorial”, aponta. São 14 faixas, separadas em três atos, pensadas nas performances em shows. “Queria causar sensações e atmosferas diferentes, principalmente no ao vivo”, conta ela.
Além do trabalho solo, Carol também ganhou notoriedade por suas composições em hits nacionais: “Complicado”, de Vitão e Anitta, "Juntinho", da Rouge, e cinco canções do álbum “Doce 22”, de Luísa Sonza, têm assinatura dela. A veia artística despertou aos 8 anos, quando escreveu a música “Teu Olhar”. “Era péssima, mas foi o melhor que uma criança poderia fazer”, relembra em meio a gargalhadas. Na idade adulta, ela lapidou sua escrita a partir dos seus desejos, medos e singularidades nas quais o público também se enxerga. “Meu sonho era fazer um show que as pessoas cantassem as minhas músicas”, salienta.
O mesmo talento uniu duas compositoras da nova geração. Biazin é amiga e admiradora da pernambucana Joyce Alane, com quem divide a autoria de várias músicas. “Eu a conheci num camping de composição. Escrevemos uma canção juntas e, depois de um tempo, fiquei com essa menina na cabeça. Falei pro meu empresário que eu queria escrever outras paradas com ela”, revela.
Mas sua relação com Pernambuco não se resume às amizades. O estado traz recordações à artista de um momento diferente do atual. “Meu primeiro show aí tinha só eu e uma produtora, sem banda, na raça”, lembra. Como é de praxe, a recepção calorosa dos pernambucanos surpreendeu Biazin “Acho muito gostoso tocar em um lugar que as pessoas estão ali para além de mim, mas também pela música”. Se por um lado os aspectos técnicos foram refinados, ela tem expectativa de reviver a mesma sensação. “Diferentemente da primeira vez, o ‘REVERSA’ tem uma banda incrível e repertório extenso. Com certeza vai ser muito caloroso”.
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