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Em Olinda e Recife, Festival de Circo do Brasil fomenta debate sobre mulheres circenses
Publicado: 11/11/2022 às 15:21
(Crédito: Divulgação)
A ‘Harmonia’ de projetos femininos será o tema central da 16ª edição do Festival de Circo do Brasil - um dos mais importantes eventos do calendário cultural de Pernambuco - entre a próxima terça-feira (15) e domingo (20). Este ano os espetáculos serão aportados no Teatro Santa Isabel e Poço da Panela, no Recife, e Casa Estação da Luz (a Casa de Alceu Valença), em Olinda. O evento tem incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife, Funcultura e Governo do Estado de Pernambuco.
O festival deste ano promove uma grande reunião de artistas mulheres do circo. Será um espaço para as circenses apresentarem o seu olhar na construção harmônica dos seus trabalhos artísticos após o período de isolamento imposto pela pandemia. Em paralelo à programação cultural, também se inclui a residência das artistas e vivências circenses para profissionais e estudantes do circo, além das tardes férteis, momentos para troca de saberes e experiências nos processos criativos e fortalecimento das pautas femininas.
Ao todo serão 14 espetáculos com artistas das mais variadas nacionalidades, passando pelo Brasil, Argentina e chegando à Bélgica, França, Suíça e Itália. Na programação, ainda tem exposição de arte, exibição de filmes, feirinha do circo e lançamento de livro. A tradição de uma formação eclética no elenco se mantém, com performances de atrações que vão desde números de palhaçaria, feitos nas ruas, a espetáculos de concepção contemporânea, combinadas às técnicas circenses com teatro, dança, poesia, música e humor.
“Essa edição é focada no encontro e na residência essencialmente de mulheres circenses que se conectaram durante a pandemia. Iniciou-se, literalmente, num grupo de WhatsApp. Grupos que construíram novos trabalhos e artistas com o desejo de trazer o protagonismo feminino e de temas femininos para as discussões sobre a produção da arte circense”, explica a curadora, Danielle Hoover, da Luni Produções, que está à frente do Festival desde a edição estreante.
Exposição e Filmes
Coração Costurado é a exposição da multiartista ítalo-brasileira Rose Zambezi, aberta para visitação durante todo o período do festival, na Casa Estação da Luz. Parte das obras da apresentação foram previamente idealizadas e outra parte foi elaborada em meio à época de introspecção pessoal da artista, no isolamento social imposto pela pandemia. Como uma forma de escape e de acolhimento às suas lembranças, Rose transformou memórias em objetos palpáveis na sua forma mais pura: o coração.
No espaço cultural, de 15 a 20 de novembro, também serão exibidos filmes produzidos durante a pandemia pelas cineastas Natasha Jascalevich, Marina Bombachini e o Festival de Circo Contemporâneo (Fecico). No dia 16, acontecerá o lançamento do livro Manual de Trapecio Fijo, da circense argentina Erica Stoppel. A publicação traz orientações para o trapézio fixo, formando um guia de apoio à formação prática profissional.
Residência e vivências
O 16º Festival de Circo do Brasil vai promover residência das artistas e vivências para estudantes e profissionais de circo. Autonomia criativa com Lu Lopes, Circo para 60%2b com Carol Melo e Contato com Rose Zambezi são três oficinas que acontecerão na Casa Estação da Luz.
A multidisciplinar Pauline Zoé vai ministrar vivência de roda cyr. Já a especialista em bicicleta acrobática Jessica Arpin, com apresentações em 28 países, abordará os princípios da movimentação na bicicleta acrobática. As artistas Iara Gueller, Erica Stoppel e Luara Bolandini estão à frente da oficina de corda em giro. As aulas serão realizadas na Escola Pernambucana de Circo, na Macaxeira.
As outras duas vivências serão praticadas no espaço Casulo, em Casa Amarela, e vão trazer abordagens sobre a técnica, dinâmica e pesquisa da lira, sob o comando de Iara Gueller, e comicidade no tecido, com Geisa Helena. Todas são gratuitas e tem vagas limitadas.
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