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LITERATURA

Escritor e jurista José Paulo Cavalcanti toma posse na Academia Brasileira de Letras nesta sexta (10), no Rio de Janeiro

Publicado em: 10/06/2022 18:00 | Atualizado em: 10/06/2022 17:33

 (José Paulo é apenas o segundo pernambucano residente em Recife a ter sido eleito pela ABL. Foto: Rômulo Chico.)
José Paulo é apenas o segundo pernambucano residente em Recife a ter sido eleito pela ABL. Foto: Rômulo Chico.
A partir desta sexta (10), a representação de Recife e Pernambuco na Academia Brasileira de Letras vai ficar ainda mais significativa. Nascido na capital pernambucana e com formação em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, José Paulo Cavalcanti foi eleito imortal em novembro de 2021 para ocupar a cadeira de número 39 e tomará posse às 21h, em solenidade no Rio de Janeiro. O escritor e jurista será o segundo pernambucano residente em Recife a ser eleito em 125 anos da ABL (o primeiro foi Mauro Mota na década de 1970). Entre os destaques no seu currículo está sua obra Fernando Pessoa: Uma quase autobiografia, de mais de 600 páginas, que venceu os prêmios Jabuti, Dário Castro Alves, José Ermírio de Moraes, o da Bienal do Livro e também uma série de premiações no exterior.

José Paulo Cavalcanti substituirá a vaga ocupada anteriormente por Marco Maciel, falecido no ano passado, e, em entrevista ao Diário de Pernambuco, comenta o privilégio dessa sua nova posição. "Marco Maciel foi meu professor na Universidade Católica de Pernambuco até o período em que a ditadura me proibiu de estudar e de ensinar. Acabamos nos tornando grandes amigos. O primeiro telefonema que eu dei foi pra Ana Maria, a esposa dele, e ela me disse que foi uma alegria enorme ver um amigo ocupando o lugar do marido, ao que eu respondi que para mim era uma honra sem tamanho, pois Marco Maciel era um homem muito especial. Num Brasil tão radicalizado como esse que se encontra agora, ele está fazendo muita falta", afirma, destacando também que sua eleição pode ser considerada também uma forma de homenagem ao seu Estado.

O Presidente da ABL, Lourival Holanda, declarou orgulho com a entrada de José Paulo. "A sagração hoje de José Paulo Cavalcanti na Academia Brasileira de Letras ilustra mais uma vez a presença da cultura pernambucana no cenário nacional. E ele sucede na ABL nomes também marcantes, como Oliveira Lima e Marco Maciel. Reconhecimento merecido e que orgulha a todos nós, que nos sentimos nele bem representados", comenta. 

Jacques Ribemboim, que ocupa a cadeira de número 7 da Academia Pernambucana de Letras, demonstrou confiança no trabalho do novo imortal: "Zé Paulo Cavalcanti tem todos os méritos para ocupar e ter destaque na Academia Brasileira de Letras. Temos toda a certeza de que ele será um embaixador de pernambuco e estará sempre intercedendo a favor de nosso estado nas letras e na cultura brasileira".
 
O Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, também expressou o seu reconhecimento da importância do escritor para a representação cultural do estado e desejou sucesso. "Ao assumir uma vaga na Academia Brasileira de Letras, José Paulo Cavalcanti Filho amplia a representação de Pernambuco naquela Casa e assinala mais um destaque no seu já extenso currículo. Romancista premiado, membro da Academia Pernambucana de Letras e um apaixonado pela obra do poeta Fernando Pessoa, ele também traz na bagagem uma participação ativa no processo de redemocratização do País, além do trabalho em favor dos direitos humanos como integrante da Comissão Nacional da Verdade. Vale ressaltar que José Paulo ocupará a mesma cadeira na ABL que já pertenceu a dois outros grandes pernambucanos (Oliveira Lima e Marco Maciel). Por tudo isso, quero parabenizá-lo e desejar sucesso nessa nova caminhada", declara Paulo Câmara.  

Já condecorado pelo Governo do Brasil e com experiência como Secretário e Ministro da Justiça durante o governo de José Sarney, José Paulo deixa claro ainda que o compromisso da ABL com a defesa da língua portuguesa no país hoje deve ser devidamente traduzido a atualizado visando a compreensão da diversidade do povo. "Não há nada mais moderno, democrático, transformador e revolucionário do que a educação popular. A cultura deve se basear numa compreensão ampla do Brasil e precisamos nos enriquecer justamente a partir de nossas divergências", ressalta. 



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