Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Viver

MÚSICA

Filho de Chorão revela dívida impagável deixada pelo pai: 'Ninguém sabia'

Por: Gabriel Elias

Por: Uai

Publicado em: 28/11/2021 10:41

 (Alexandre Abrão conta que vocalista do Charlie Brown deixou débito com a gravadora EMI. Fotos: Reprodução/Instagram)
Alexandre Abrão conta que vocalista do Charlie Brown deixou débito com a gravadora EMI. Fotos: Reprodução/Instagram
Alexandre Abrão , filho de Chorão , vocalista do  Charlie Brown Jr. morto em 2013, revelou que o pai deixou uma dívida "impagável" com a gravadora EMI, feita em 2005 e que é descontada até hoje.

O herdeiro de direitos da banda contou que paga a dívida "de pouquinho em pouquinho, porque retém dos direitos artísticos. Isso é uma coisa que ninguém sabia". 

Ele concedeu uma entrevista à Globo e explicou detalhes da saída dos guitarristas Marcão e Thiago Castanho dos projetos que envolvem a antiga banda. Alexandre diz que concordava com as demandas dos ex-colegas do pai e que os dois tentaram registrar marcas da banda e até entraram com um processo na Justiça sem conversar com ele antes. 

Para ele, o projeto era continuar o legado do pai. "Dando continuidade ao legado dele, continua a história dele também. A banda em si acabou em 2013, mas o legado é eterno. Quanto mais eu trabalhar e levar o Charlie Brown de volta, mais tempo meu pai vai ser lembrado", disse. 

Sobre a briga, ele diz que nunca foi contatado pelos guitarristas. "Ninguém falou: 'Preciso que você faça isso, senão vou sair.' Em julho, o Thiago e o Marcão deram entrada no INPI [Instituto Nacional de Propriedade Industrial] com marcas que meu pai já tinha: 'CBJR', 'C.Brown Jr.' e até 'Charlie Brothers', que meu pai não tinha", contou. 

"Ao mesmo tempo, comecei a ter uma discussão com o empresário da época, o Branco. Ele vinha botando uma pressão em cima de mim para eu licenciar o nome do Charlie Brown Jr. para ele. Trabalho com licenciamento desde 2013, sei que não é assim", disse.

Sobre a dívida com a EMI, ele explicou que a gravadora retém direitos autorais para pagar a dívida. "Meu pai, para comprar [os direitos dos outros músicos], tomou uma dívida da EMI de advanceds [termo que se usa no mercado musical para falar de pagamentos adiantados de gravadoras aos músicos]. Para quitar a compra com o Marcão, o Champignon e o Pelado", revelou. 
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Morre Olavo de Carvalho, considerado guru do bolsonarismo
Manhã na Clube: entrevistas com André de Paula (PSD), Eduardo Cavalcanti e Epitacio Rolim
OMS: é possível encerrar fase aguda da pandemia este ano
Manhã na Clube: entrevistas com Carlos Veras (PT), Frederico Menezes e Marlon Malassa
Grupo Diario de Pernambuco