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Chico César e Geraldo Azevedo apresentam Violivoz no Recife

Publicado: 29/10/2021 às 15:06

Violivoz, que chega hoje a Pernambuco, marca a retomada dos shows no Teatro Guararapes/Marcos Hermes/Divulgação

Violivoz, que chega hoje a Pernambuco, marca a retomada dos shows no Teatro Guararapes (Marcos Hermes/Divulgação)

Antes da pandemia assolar o país, Geraldo Azevedo se apresentava em São Paulo, ao lado de uma banda de frevo do Recife. Impactado, após o show, Chico César o convidou para um jantar em sua casa. “Dali a gente foi tocando junto e tudo foi se concretizando com o tempo”, conta Geraldo.

Essa sintonia deu luz ao projeto Violivoz, que chega hoje a Pernambuco, marcando a retomada dos shows no Teatro Guararapes. O título é auto-explicativo: apenas duas vozes e dois violões irão ocupar o palco. Mas nada de trocas ou pausas, ambos ficarão juntos até o fim da apresentação. “A gente vai ficar interagindo o show inteiro”, explica o compositor pernambucano.

“Eu acompanho as músicas dele, ele canta as minhas músicas. Essa interação gerou coisas novas nas nossas próprias canções. Ou seja, agora eu sou parceiro nas canções dele e ele na minha”, emenda.
 
 

Com shows marcados pelo Nordeste, Violivoz foi pensado antes da pandemia, mas só agora pôde chegar aos palcos. Sobretudo uma celebração entre compositores ícones de Paraíba e Pernambuco, o projeto é uma miscelânea de vozes de gerações diferentes, mas musicalmente conectadas. “Nós temos o violão como base, o que nos dá um universo harmônico e melódico parecido, porque a gente bebe muito da música nordestina”, esclarece Chico.

Foi através do instrumento primário dos seus processos artísticos que o repertório foi pensado – tanto para a execução durante o show, quanto para a criação de novas músicas. Aliás, cada composição ganha uma nova roupagem a partir do contato com as particularidades de cada um, que usando o termo dito por Geraldo, “nordestinam suas influências”.

Não poderia ser diferente, afinal, Chico, vindo de Catolé da Rocha, na Paraíba, e Geraldo, de Petrolina, não passaram ilesos pelo regionalismo que marcou a formação de vários músicos da região – de Luiz Gonzaga a Jackson do Pandeiro. Com o adendo que o próprio Geraldo Azevedo, ícone da década de 70, também foi influência para Chico César (e porque não vice-e-versa?).

“Eu gosto de escrever letra e música, e Geraldo faz mais música do que letra. As duas parcerias que vamos tocar no show, a melodia e o violão são de Geraldo, e eu que tenho a maior dificuldade de fazer letra em música pronta, escrevi as letras até com uma certa facilidade”, explica o paraibano. “Isso também porque minhas músicas saem de dentro das músicas dele, como uma influência direta mesmo. Por exemplo, Pensar em você, é filha de Dia branco, mas uma filha que também tem vida própria e não necessariamente é igual o pai e a mãe”.

Violivoz tem início às 21h, com ingressos ainda à venda no site Eventim e na bilheteria do teatro. Os tíquetes comprados para a data inicial do espetáculo, 29 de maio de 2020, seguem válidos, sem necessidade de troca.

Segundo a assessoria do espetáculo, o show atenderá às medidas de segurança estabelecidas pelo governo de Pernambuco, com uso obrigatório de máscara e a apresentação do comprovante de vacinação com esquema vacinal completo (para 10% do público, apresentar certificado da 1a dose %2b PCR ou antígeno).

Por João Rêgo

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