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Bienal do Livro de Pernambuco retoma programações abertas ao público no Centro de Convenções

Publicado em: 01/10/2021 15:19 | Atualizado em: 01/10/2021 15:40

Bienal do Livro de Pernambuco é realizada presencialmente no Centro de Convenções e virtualmente na plataforma e-Bienal (Divulgação)
Bienal do Livro de Pernambuco é realizada presencialmente no Centro de Convenções e virtualmente na plataforma e-Bienal (Divulgação)
Entre sua última edição e a que inicia neste final de semana, a Bienal do Livro de Pernambuco se viu em um período de transformação drástica de seu universo, precisando se organizar em meio às incertezas e crises, que já atingiam o mercado editorial, e se estenderam ao mundo todo com a chegada e permanência da pandemia. Foram dois anos de discussões, experimentações de formatos e acompanhamento da situação sanitária do mundo para que se chegasse ao formato adotado para esse seu 13º ano. De hoje a 12 de outubro, a Bienal é realizada de forma presencial no pavilhão do Centro de Convenções, reabrindo o espaço para eventos públicos, mas também com atividades realizadas virtualmente e de forma híbrida.

“Sempre começamos a planejar uma edição da Bienal no exato momento em que a anterior termina. Há anos temos esse compromisso com o mercado editorial e livreiro do país, de trazê-los para Pernambuco e realizar todo o planejamento que esse compromisso exige. No meio do planejamento dessa edição, veio a pandemia e começamos a enxergar desde cedo que o mundo seria outro e precisaríamos fazer algo diferente”, afirma Rogério Robalinho, organizador da Bienal. Segundo ele, o grande desafio logístico da realização do evento neste ano foi justamente a tomada de decisões, avaliando as oscilações dos cenários da pandemia para o entendimento das possibilidades de realização.  

Com a agudização da pandemia, a Bienal decidiu reforçar suas ações virtuais, culminando na criação da plataforma e-Bienal, que passou o ano realizando debates, oficinas e lançamentos de forma remota em preparação para o evento oficial de agora e será incorporada nas atividades virtuais e híbridas que começam neste fim de semana. Contudo, com o avanço da vacinação e a chegada de novos protocolos, foi se observando e articulando a possibilidade da realização presencial do evento. 

De acordo com Robalinho, em conversas com o poder público, se chegou ao consenso que uma feira como a Bienal compartilha os mesmos protocolos de funcionamento do caso de um shopping center, por exemplo, possibilitando uma execução vista como segura. Entre as medidas sanitárias estão uma câmera que realiza reconhecimento facial para realizar alertas sobre uso de máscaras e medição da temperatura corporal, além da sanitização diária do espaço por meio de recursos tecnológicos, além dos pontos de disponibilização de álcool 70 e as medidas de distanciamento em filas e estandes.

“O protocolo da Bienal possui um compromisso muito forte e vital com a saúde, obedecendo também à risca o que está estabelecido pelo poder público. As pessoas precisam se ver, se encontrar e precisam saber que estão seguras, com uma perspectiva. Elas poderem participar de uma agenda tão positiva e segura como a feira muda a percepção das pessoas, de que já estamos enxergando perspectivas de melhora e de que existe um grau de segurança que permita a Bienal acontecer”, elabora Robalinho. (CONTINUA APÓS IMAGEM)
 
Procedimentos de sanitização realizados são realizados no evento (Divulgação)
Procedimentos de sanitização realizados são realizados no evento (Divulgação)
 


PROGRAMAÇÃO

A Bienal contará com 220 atividades, entre lançamentos, debates, palestras e oficinas, realizadas virtualmente e presencialmente. Já neste primeiro dia, dois grandes nomes da literatura lusófona, o moçambicano Mia Couto e o brasileiro Itamar Vieira Jr, vencedor das últimas edições dos prêmios Jabuti e Oceanos, se reúnem para conversar literatura e identidades nacionais, em uma mesa com mediação de Lourival Holanda. Neste mesmo dia, a cirandeira Lia de Itamaracá conversa com a jornalista Michelle de Assumpção, autora de Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular no palco Territórios dos Saberes. No sábado, o renomado quadrinista Marcelo D’Salete conversa sobre a história negra em quadrinhos, seguido por uma conversa também no domingo pelo também quadrinista André Dahmer, autor de Malvados, ambos os papos com mediação de Carol Almeida.

Entre os lançamentos deste primeiro final de semana, se destacam títulos como Nordeste : Identidades Comestíveis, no qual o experiente jornalista gastronômico e antropólogo Bruno Albertim investiga as relações entre as identidades nordestinas a partir de suas gastronomias. Já o artista visual Sérgio Lemos realiza o lançamento de seu livro Papangus de Bezerros, reunindo sua pesquisa visual de décadas sobre esse personagem tão marcante da cultura pernambucana. 

Um lançamento marcante também será o do livro Solo para Vialejo, de Cida Pedrosa, poetisa e vereadora que, ao lado de Paulo Freire, foi escolhida como homenageada da Bienal deste ano. Além do lançamento da obra vencedora do último Prêmio Jabuti, Pedrosa também participará e terá sua obra como tema de diversas outras atividades durante o evento, incluindo a apresentação da peça Medusa Musa Mulher, que conta com texto de sua assinatura. Ainda passarão por lá nomes de destaque como Christian Dunker, Ronaldo Correia de Brito, Jesse de Souza, Fabrício Carpinejar e Kleber Mendonça Filho. A programação completa da Bienal pode ser conferida no site bienalpernambuco.com. 

SERVIÇO


Bienal do Livro de Pernambuco
1 a 12 de outubro, no Pavilhão do Centro de Convenções
Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia), R$ 7 (social - levar um livro não didático ou 1kg de alimento não perecível), gratuito (para estudantes da rede pública de ensino fundamental com uniforme, alunos em excursão escolar agendada, crianças até 10 anos, professores da rede pública e privada de ensino, policiais militares, civis e do corpo de bombeiros)

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