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ATRIZ E ATIVISTA

Alessandra Negrini participará da Marcha das Mulheres Indígenas

Publicado em: 08/09/2021 21:12 | Atualizado em: 08/09/2021 21:15

Ainda na publicação, Alessandra Negrini recebeu o apoio de colegas das artes (Foto: Reprodução/Instagram)
Ainda na publicação, Alessandra Negrini recebeu o apoio de colegas das artes (Foto: Reprodução/Instagram)
Em um post na tarde desta quarta-feira (8), a atriz Alessandra Negrini avisou aos seguidores que está vindo a Brasília para participar da Marcha das Mulheres Indígenas. Alessandra, que se posicionou contra o Marco Temporal (em votação pelo Supremo Tribunal Federal — STF) estará ao lado do ativista Thiago Guarani, da terra indígena Jaraguá.

Está ocorrendo na capital a realização da Segunda Marcha das Mulheres Indígenas. A previsão é que participem cerca de 4 mil mulheres indígenas e 150 povos vindos dos quatro cantos do país. O encontro ainda tem o intuito de sensibilizar a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal.

Ainda na publicação, Alessandra Negrini recebeu o apoio de colegas das artes, como Letícia Spiller, que declarou: "Querida! Você nos representa!". Virgínia Cavendish foi outra que comentou “Me representa".


Acampados desde agosto
Como mostrou o Correio Braziliense, ainda no começo da semana, mais de 6 mil indígenas de cerca de 170 etnias de todo o Brasil ocuparam a Esplanada dos Ministérios em 22 de agosto com o acampamento Luta Pela Vida. As delegações vieram acompanhar os julgamentos do STF sobre o Marco Temporal, marcado para 25 de agosto.

Contudo, a reunião foi transferida para o dia 26 e, posteriormente, para o dia 1º de setembro, quando o Supremo começou a ouvir as mais de 30 entidades inscritas para falar. Sem conclusão, o julgamento estava previsto para ser retomado nesta quarta (8).

Mil indígenas ficaram na capital desde 27 de agosto e foram remanejados da Esplanada para o gramado em frente à Funarte.

Entenda o marco temporal
O marco temporal define que os indígenas e quilombolas só poderão reivindicar terras ocupadas desde antes de 1988. Em 2013, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, antiga Fundação de Amparo Tecnológico ao Meio Ambiente (Fatma), usou a tese para reintegrar a posse de uma área localizada em parte da Reserva Biológica do Sassafrás, no estado, onde fica a Terra Indígena Ibirama LaKlãnõ, local em que também vivem os povos Guarani e Kaingang.

Agora, o STF irá analisar um recurso da Fundação Nacional do Índio (Funai), que questiona uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que acatou o “marco temporal” em Santa Catarina. A decisão terá repercussão geral e poderá afetar mais de 300 terras em processos de demarcação.
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