Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Viver

SÉRIE

'Os Ausentes': HBO Max lança primeira série nacional da plataforma

Publicado em: 22/07/2021 09:21

A série aposta no modelo procedural investigativo, de um caso a cada episódio (Foto: HBO/Divulgação)
A série aposta no modelo procedural investigativo, de um caso a cada episódio (Foto: HBO/Divulgação)
Na era do streaming, séries procedurais (aquelas de um caso por semana) caíram em desuso. Há franquias milionárias ainda em curso – como NCIS e Law & order – além de sucessos como Grey’s anatomy. Mas são, de uma maneira geral, produções da TV aberta americana que chegam aqui nos canais pagos. Então, é uma surpresa que a primeira série brasileira da recém-chegada HBO Max aposte no formato.
 
Com estreia nesta quinta (22) na plataforma, que vai disponibilizar de uma vez todos os episódios, Os ausentes trata de um tema universal: pessoas desaparecidas. O cenário é São Paulo, mas uma metrópole que foge dos cartões-postais. Ainda que tenha um arco maior, com uma história envolvendo seus protagonistas, cada episódio traz um caso de desaparecimento com comunidades e regiões diversas da capital paulista.
 
Os protagonistas são Erom Cordeiro e Maria Flor. Ele é Raul, um ex-delegado cujo desaparecimento da filha o levou a abrir a agência Ausentes, que recebe, no submundo de São Paulo, clientes que não querem (ou não podem) se envolver com a polícia. Logo no início da história, aparece por ali Maria Júlia (personagem de Maria Flor), que se apresenta como uma jornalista que está fazendo uma matéria investigativa sobre a agência. De cara dá para entender que a história dela é outra.
 
Cada episódio tem como título o nome das pessoas desaparecidas daquele caso. O de estreia é “Roberta e Marcella”, referindo-se a mãe e filha que sumiram há poucas horas quando o pai (interpretado por Marat Descartes) chega desesperado à agência. O desenrolar do episódio é rápido e nada é o que parece. O que fica claro desde o início é que em meio ao “caso da semana” a série irá se aprofundar nas histórias de perda de seus protagonistas.
 
Criada por Maria Carmem Barbosa e Thiago Luciano, e com direção-geral de Caroline Fioratti, a série traz, a cada episódio, atores convidados. Estão na lista de participações Nuno Leal Maia, Negra Li e César Troncoso.
 
“Acreditamos no formato de poder assistir a uma série paulatinamente, ainda mais vendo que há pessoas reclamando de séries grandes”, comenta Silvia Fu Elias, diretora de Negócios no Brasil da WarnerMedia e também uma das produtoras de Os ausentes.
 
 
 
Para ela, a produção “conversa” com outros públicos, já que, “ao mesmo tempo em que mostra uma São Paulo profunda, ela é uma metrópole que poderia ser também Buenos Aires ou a Cidade do México, pois há muitas pessoas diferentes misturadas.” Um episódio, por exemplo, será sobre a comunidade coreana em São Paulo.
 
Para a primeira temporada, foram 100 locações com 100 atores e mil figurantes, número bastante expressivo se levarmos em consideração a produção brasileira. “A série começou comigo e Maria Carmem conversando, durante um jantar, sobre um tema que nos motivasse a falar sobre o Brasil. No começo do projeto, há cinco anos, nos pareceu mais simples. Quando fomos entendendo os números, foi assustador. Só em São Paulo, duas pessoas desaparecem a cada hora, o que é difícil de entender”, afirma Thiago Luciano.
 
TORMENTOS 
Para Erom Cordeiro, Raul é uma pessoa atormentada por uma tragédia pessoal e que tenta se curar ajudando outras pessoas. “Apesar da cara de durão e de ele ser muitas vezes amargo, ele se conecta facilmente com os outros através da dor. E acho que mesmo com tanta dureza, a série traz muita afetividade.” O ator mencionou uma tragédia recente, dos três meninos de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que estão desaparecidos desde novembro de 2020. “Esse caso tem muito a ver com o universo que estamos tratando na série.”
 
Os casos dos desaparecimentos tratados em Os ausentes abrangem um universo grande, como prostituição, tráfico de órgãos, brigas familiares, Alzheimer. O primeiro episódio é ambientado em grandes concentrações de populações de São Paulo, como o Edifício Copam. Outros casos foram rodados em Cotia, na região metropolitana, na represa de Guarapiranga e na periferia de Brasilândia, que reúne uma das maiores populações da capital. 
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Bolsonaro investigado: Não aceitarei intimidação
Manhã na Clube: entrevistas com prefeito João Neto (PL), dra Tamires Sales e advogado Rômulo Saraiva
Manhã na Clube: entrevistas com Chico Kiko, Diego Pascaretta e Rômulo Saraiva
Domitila, artivista e recifense que está entre as selecionadas do Miss Alemanha 2021
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco