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FALECIMENTO

Morre sambista Nelson Sargento, aos 96 anos

Publicado em: 27/05/2021 12:27 | Atualizado em: 27/05/2021 14:32

O sambista estava internado desde 20 de maio com quadro estável, mas piorou de ontem para hoje (Foto: Divulgação)
O sambista estava internado desde 20 de maio com quadro estável, mas piorou de ontem para hoje (Foto: Divulgação)

O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta-feira (27), aos 96 anos, no Rio de Janeiro. Presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e compositor de clássicos do samba, Nelson estava internado desde 20 de maio com Covid-19, no Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. O sambista havia sido vacinado com as duas doses da vacina contra a doença, mas não resistiu às complicações. Ele deixa esposa e nove filhos.
 
A confirmação da morte foi dada pelo próprio INCA, em nota divulgada há pouco. "Nelson Mattos deu entrada no hospital, no último dia 20, com quadro de desidratação, anorexia e significativa queda do estado geral. Ao chegar na unidade, foi realizado o teste de Covid-19, que apontou positivo", diz a nota. "Apesar de todos os esforços terapêuticos utilizados, o óbito ocorreu às 10h45, desta sexta-feira (27)". 
 
Nelson Sargento entrou para a galeria de grandes nomes do samba com o disco Sonho de um sambista (1979), em que está o clássico O samba agoniza, mas não morre. Cântico à natureza, parceria com Jamelão e Falso amor sincero são outros sucessos do mestre.
 
O samba encontrou Nelson muito cedo, ainda na infância passada no Rio de Janeiro. Aos 12 anos, o menino já era querido na Mangueira, escola de samba da qual defendeu as cores até a morte. Nelson era considerado um dos baluartes da agremiação, da qual fazia parte da velha guarda e da ala dos compositores. Em 2019 e 2020, brilhou na avenida, nos enredos Zumbi dos Palmares e José, carpinteiro e pai de Jesus Cristo.
 
Nos anos 1960 e 1970, Nelson Sargento firmou parcerias importantes, com nomes como Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Zé Keti; e foi gravado por vozes como Dona Ivone Lara, Elza Soares e Beth Carvalho.
 
Em 2005, Nelson Sargento enfrentou um câncer de próstata, tratado no INCA, mesmo hospital onde morreu.
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