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Grupo recifense debate a acessibilidade do teatro de bonecos para surdos

Publicado em: 26/05/2021 10:00

O encontro também contará com apresentação de experimento cênico que conquistou crianças surdas (Foto: Rogério Alves/Divulgação)
O encontro também contará com apresentação de experimento cênico que conquistou crianças surdas (Foto: Rogério Alves/Divulgação)
O grupo Mão Molenga Teatro de Bonecos vai promover uma conversa sobre acessibilidade para surdos nas artes cênicas nesta quarta-feira, dia 26 de maio, a partir das 16h. Participam do bate-papo os quatro artistas integrantes do coletivo, que comemora 35 anos de atividade em 2021: Marcondes Lima, Fábio Caio, Carla Denise e Fátima Caio. O evento, que marca o encerramento do projeto de pesquisa Ideias Mágicas, vai acontecer pela plataforma Zoom com acesso aberto a todos. A tradução em libras do debate será feita por Eduardo Calisto.

Ao longo do projeto, que conta com incentivo do Funcultura, os artistas aprofundaram estudos sobre a diversidade de técnicas no teatro animado e com bonecos. O primeiro experimento visual foi apresentado para alunos surdos de escolas municipais do Recife no Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro do ano passado, em parceria com a Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife. “Percebemos que o experimento conseguia comunicar muito além do que tínhamos imaginado. Há uma capacidade de abstração, principalmente das crianças, que nos interessa investigar ainda mais”, conta Fábio Caio.

No experimento em vídeo, que também será apresentado antes do debate desta quarta-feira, os integrantes do grupo constroem um boneco a partir da manipulação de um elemento que é resíduo da indústria têxtil, o papel para plotter, utilizado para fazer moldes. “São papéis mais resistentes que os comuns. Trabalhamos com 30 metros de papel, experimentando como criávamos movimento e expressão”, acrescenta o ator, responsável pela idealização e construção do boneco de 1,40m, confeccionado com papel, espuma e isopor, e que possui feições que se assemelham às humanas.

Embora durante o processo não tenha havido uma pretensão objetiva em criar um boneco sem desenhar a boca –, as pessoas surdas se sentiram contempladas por esse detalhe. De acordo com a pesquisa do Mão Molenga, os surdos mostram-se incomodados com bonecos que entram em cena fazendo o movimento de bater a boca. “Eles costumam focar na boca das pessoas para a leitura labial. E essas batidas dos fantoches e marionetes geram muita ansiedade pela busca do entendimento”, explica Carla Denise, dramaturga, atriz e uma das fundadoras do grupo.
 
SERVIÇO:
Mão Molenga debate acessibilidade para surdos no teatro
Quando: Quarta-feira (26), às 16h.
Meeting ID: 824 1302 6418 | Passcode: 409100
Informações: @maomolengateatrodebonecos
Gratuito
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