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ARTES VISUAIS

Criado em PE, Projetemos participa de exposição internacional

Publicado em: 31/05/2021 15:59 | Atualizado em: 31/05/2021 16:14

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação


O Projetemos, co-criado pelo pernambucano Mozart Santos, está representando o Brasil em uma exposição inédita do Museu de Arte Contemporânea de SP, inaugurada no último sábado (29). Intitulada Além de 2020. Arte italiana na pandemia, a mostra fica em cartaz até o dia 22 de agosto e traz também obras de mais 40 artistas, a exemplo do chicês Ai Weiwei e diversos outros. Para visitar a mostra é necessário fazer um agendamento prévio, gratuito através do: sympla.com.br/visitamacusp.

A participação do Projetemos ocorre através da Trans Lu(z)cidez, conjunto de nove intervenções, desenvolvidas a partir de vídeos, imagens, traquitanas, objetos projetáveis, performances e vídeo mapping. "O nome “Trans LU(Z)cidez” traz em si vários códigos que trabalhamos diariamente no Projetemos. TRANS de informações que se cruzam, circulam e transformam. LUZ, subjetivamente a de conhecimentos transmitidos e objetivamente as luzes de nossos projetores. E LUCIDEZ, que é o que buscamos para nós e para quem nos acompanha", pontua Mozart Santos.

"Teremos um ambiente de 80 metros quadrados com uma instalação audiovisual multiplataforma que traz a essência do pensamento do projetemos: A construção de narrativas", comenta a cientista política Bruna Rosa, co-fundadora do grupo.

No todo, o grupo apresenta uma série de intervenções que "iluminam narrativas que discutem o Brasil século XXI, ao testemunhar uma história do passado, neste país projetado como utopia de um possível desenvolvimento. Conduzindo o espectador a interagir com narrativas que ecoam questões de camadas sociais, culturais e antropológicas, produzidas diariamente com a ideia de reprodução pelo capital dentro das perspectivas da perplexidade e do desencanto do presente", comenta Mamé Shimabukuro, que participou da criação e concepção das obras, junto com Mozart Santos

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação


Vários artistas e projecionistas foram convidados para construir a obra através de suas de suas abordagens e lutas pessoais. Entre eles, Maria Gadú que traz por meio da palavra dos povos originários, um vídeo-arte sobre os rios que existem ou existiam em São Paulo. Achiiles Luciano, que  apresenta uma obra mesclando a pintura analógica com a pintura digital para retratar expressões e grandes personalidades que se destacam nas lutas contra o racismo. E Raquel Diógenes, que desencadeia a linguagem contemporânea do vídeo e da música eletrônica para debater questões feministas.
 
A coleção de vídeos também conta com obras de Denise Lopes, professora doutora em cinema da PUC - RJ, Luciana Moherdaui, Gisele Beiguelman, Ana Magalhães, Celso Lembi, Demetrio Portugal, Gabriel Furtado, Luciana Marçal e Renan Inquerito.

O convite para o Projetemos participar da mostra veio de Ana Magalhães, diretora do MAC - USP, que identificou no grupo, um trabalho pertinente ao tema geral da exposição que envolve expressões artísticas e personalidades do mundo da arte, que contribuíram para aliviar consequências causadas pela pandemia. A mostra é organizada pela produtora italiana Arthemisia e conta com a curadoria de Teresa Emanuele e Nicolas Ballario. O apoio é do Istituto Italiano di Cultura de São Paulo e do Consulado Geral da Itália em SP. 

Sobre o projeto
O Projetemos surgiu para "Iluminar pessoas iluminando paredes", comenta o co-fundador do grupo, o paraibano Felipe Spencer, que complementa explicando sobre a necessidade do projecionismo, presente na mostra. “Fizemos um projetor com um cano de pvc e uma lupa. A ideia é simplificar o ato de projetar”, completa o editor projecionista.
 
Projeto que possibilita agregar muitas vozes e saberes, o Projetemos é uma rede que expõe uma “nova” forma de se relacionar com a cidade, a política, a comunicação e a arte. Fazendo das janelas, fachadas e empenas de concreto, um manifesto político, artístico e afetivo. A iniciativa que se fez ainda mais essencial com a chegada da Covid-19, nasceu emanada do desejo de olhar o mundo com o desejo e a necessidade de recriá-lo.
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