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MÚSICA

Bia Villa-Chan faz releituras de frevos tradicionais com guitarra baiana

Publicado em: 17/02/2021 11:57 | Atualizado em: 17/02/2021 16:27

O conteúdo foi pensado para o período de suspensão do carnaval (Foto: Verner Brenan/Divulgação)
O conteúdo foi pensado para o período de suspensão do carnaval (Foto: Verner Brenan/Divulgação)

A cantora e multi-instrumentista recifense Bia Villa-Chan lançou, em seu canal do YouTube, vídeos com releituras de clássicos do frevo com o uso da guitarra baiana. São eles: Lágrimas de folião (1950), de Levino Ferreira, e Duda no frevo (1973), de Senô. A performance tem o objetivo de promover um intercâmbio artístico e sonoro entre Pernambuco e Bahia. As músicas estão disponíveis no canal do YouTube da artista.

A guitarra usada nos vídeos foi elaborada por Elifas Santana, o único luthier que ainda desenvolve esse instrumento musical, que é totalmente brasileiro. Em Pernambuco, Bia Villa-Chan tem sido uma das artistas da cena musical a mesclar o frevo tradicional com a distorção da guitarra baiana, remetendo às combinações criativas já feitas por Armandinho Macêdo e Moraes Moreira (falecido em 2020), dois divulgadores do frevo em terras soteropolitanas.

“A guitarra baiana é um instrumento muito versátil. A possibilidade de tocá-la com distorção cria um certo poder”, diz Bia Vill-Chan, que gravou os vídeos no SB Studio, no Recife, com edição de Sammy Barros. “Acredito que a guitarra baiana, quando tocada por uma mulher, tem esse encantamento redobrado. A guitarra ainda é um instrumento muito ligado a um imaginário de masculinidade, então essas interpretações carregam esse empoderamento.”

Nascida em Salvador, a guitarra baiana tem uma antiga relação com o principal ritmo da folia recifense. Assim como o trio elétrico, o instrumento teve a sua gênese através de Dodô e Osmar. Nos primórdios do trio, eles tocavam cavaquinhos que produziam sons distorcidos através dos potentes altos falantes. O uso da guitarra foi consolidado por Armandinho, filho de Osmar, que conheceu a obra do norte-americano Jimmy Hendrix.

"Armandinho, neto de pernambucano e precocemente contaminado pelo micróbio do frevo, levou essa guitarra distorcida para o frevo, dando um certo charme. Existia um mito de que o frevo só poderia ser tocado em grandes orquestras. Ele tira o frevo dessa redoma, colocando-o em cima de um trio. Ele torna o frevo pop”, diz Villa-Chan, que já colaborou com Armandinho no single Vida Boa e se apresentou no trio do músico no circuito Barra-Ondina, um dos mais importantes do carnaval de Salvador.

Assista aos vídeos:



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