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MÚSICA

Lançamentos que devem embalar a música pernambucana em 2021

Publicado em: 31/12/2020 16:51

Jáder, do Trio Mulungu, Amaro Freitas e Eliza Mell (Foto: Larinha Dantas, Alvaro Ju%u0301nior e Felipe Souto Maior/Divulgação)
Jáder, do Trio Mulungu, Amaro Freitas e Eliza Mell (Foto: Larinha Dantas, Alvaro Ju%u0301nior e Felipe Souto Maior/Divulgação)

O vislumbre do ano de 2021 para o setor musical ainda é de incertezas, mas também de esperança. Vários artistas que já planejavam álbuns antes mesmo da pandemia agora se organizam para agendas de lançamento, enquanto outros nomes vão mostrar ao mundo seus frutos criativos do contexto de distanciamento social. Ainda existem aqueles álbuns e projetos que serão realizados após aprovação do Edital Criação, Fruição e Difusão da Secult-PE, com recursos da Lei Aldir Blanc. A apuração do Diario elencou algumas produções e falou com artistas.

Amaro Freitas
 (Foto: Alvaro Ju%u0301nior/Divulgação)
Foto: Alvaro Ju%u0301nior/Divulgação

O pianista recifense lançará o seu terceiro álbum de estúdio, após Sangue negro (2016) e Rasif (2018), que o fez ganhar projeção internacional, passando por casos como a Ronnie Scott’s, o templo do jazz em Londres. A banda do disco contará com a mesma formação dos demais, com Jean Elton (baixo e acústico) e Hugo Medeiros (bateria). "Tratá referências de várias coisas que vivi durante esses anos, dentro e fora do Brasil", explica Amaro Freitas. "O álbum trazer muito dessa temática da ancestralidade, do respeito à natureza, com temas que abordam personagens, lugares, símbolos, que representam a ancestralidade de povos afro e originários do Brasil", continua o músico, que recebeu apoio do edital Natura Musical para o projeto. "Essa música que eu trabalho junto com meus companheiros está ligada a vários movimentos que estão ocorrendo no mundo, desde Londres até a África do Sul."

Mulungu
 (Foto: Hannah Carvalho/Divulgação)
Foto: Hannah Carvalho/Divulgação

O projeto estreante Mulungu, formado pelos pernambucanos Jáder (vocal) e Guilherme Assis (guitarra) com o potiguar Ian Medeiros (bateria), lançará o álbum O que há lá no primeiro semestre, ainda sem data exata. Com apoio do Funcultura e produção de Assis, o disco terá versão física (Selo Passa Disco) e teve dois singles divulgados (No Ar e Deus Tempo). A sonoridade é leve, tropical e tem ares psicodélicos, dialogando com uma cena alternativa e autoral brasileira e nordestina. "O principal tema é o existencialismo, que fala sobre sentimentos e sensações humanas. Sobre corpos que existem agora e o que eles estão sentindo", diz Jáder. "Também trazemos umas temáticas voltadas para o LGBTQIA+. Fazemos questionamentos sobre o que é certo, o que é errado, sobre o que é moral ou não. Vai ter algumas participações de cantoras negras de Pernambuco, mas ainda não podemos revelar."

Maurício Cavalcanti
 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

O álbum Coração no meio, com composições inéditas do pernambucano Maurício Cavalcanti e parceiros (Xico Bezerra, Humberto Vieira, Genival Silveira, Marcelo Varela), ganhará edição física do Selo Passa Disco em 20 de janeiro. O projeto traz frevos inéditos nas vozes de nomes da cena pernambucana: Almério, Amanda Cabral, Flaira Ferro, Gabi da Pele Preta, Isaar, Isadora Melo, Malu Rizo, Tonfil, Ylana Queiroga e Zé Manoel. "Eu tinha a ideia de fazer um álbum em homenagem a Recife e Olinda. Durante o isolamento, amadureci essa ideia e convidei o músico Rafael Marques para cuidar dos arranjos", explica Maurício. "Faremos um lançamento virtual desse disco físico, que é algo muito gratificante porque a gravação já estava pronta."

Maciel Melo e Alceu Valença
 (Foto: Maciel Melo/Divulgação)
Foto: Maciel Melo/Divulgação

O cantor Maciel Melo está com um álbum pronto. Ele já vinha sendo produzido desde antes da pandemia e o concluiu recentemente. "Ainda não tenho título porque eu deixo isso por último. Também escrevi muitas crónicas, mais de 100. Foi uma boa época para escrever, compor, ler e sobretudo ouvir outros artistas, descobrindo gente nova e boa. Em 2021 voltamos, estou com muitas coisas para mostrar", diz o artista. Outro nome consagrado que lançará álbum é Alceu Valença, em parceria com a Orquestra Ouro Preto e o diretor de cena Paulo Rogério Lage. O já conhecido Valencianas II foi gravado em janeiro do ano passado na Casa da Mu%u0301sica do Porto, em Portugal, e seria lançado ainda em 2020, mas foi adiado por conta da pandemia.

Eliza Mell
 (Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação)
Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação

A cantora de brega Eliza Mell, que deu voz a vários sucessos românticos lançados nos anos 2000, investirá na carreira solo em 2021. Ela saiu do projeto As Comandantes (antes chamado de Amigas, com Dayanne Henrique e Dany Myler) e assinou com a produtora D&D, que já cuida de nomes como Banda Sentimentos, MC Tocha e Barão. Ela revela ao Diario que vem recebendo composições de Esdras Azevedo (autor de Ânsia, seu primeiro sucesso na Banda Brega.com) e de Elvis Pires, um dos principais compositores do gênero no estado. "Vem surpresa por aí com essa galerinha mais jovem. Pernambuco vai amar. Quem é bregueiro, quem ama música boa, vai amar tudo isso que nós estamos preparando."

MAIS
O Diario também conferiu alguns projetos aprovados pelo Edital Criação, Fruição e Difusão que envolviam os nomes “álbuns”, "discos" ou "CDs". É possível encontrar produções de Juliano Holanda (Por onde as casas andam em silêncio), Bruno Lins (Vou deixar pra chorar depois), Rodrigo Samico (Voyage Dans L’espace Temps Suspendu), Tibério Azul, Helton & Vertin, Atila Leal e Gustavo Sá, Dani Carmesim, Mago Trio e Okalonam. Quem está no edital com um videoclipe mas deve lançar álbum de estreia é o trapper olindense Léo da Bodega.

Após se mudar para o Rio de Janeiro, Romero Ferro está cinco singles e clipes engatilhados pra lançar no primeiro semestre. Além disso, duas temporadas novas do Eita, Ferro e um álbum deluxe do álbum FERRO, em CD e vinil, além de duas músicas bônus. A cantora infantil Fada Magrinha lançará um novo projeto intitulado Lululoops, com pegada eletrônica e inovadora para crianças de todas as idades, tendo produção de Zé Guilherme (Mombojó) e participações de Estesia, Kassin, Gilu Amaral, MC Marley e mais.
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