Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Viver

POLÊMICA

Netflix sofre boicote nas redes após lançar filme acusado de sexualizar meninas

Por: AFP

Publicado em: 10/09/2020 22:55

 (Foto: Divulgação/Ecodados)
Foto: Divulgação/Ecodados

Milhares de pessoas foram às redes sociais nesta quinta-feira (10) para boicotar a Netflix pelo lançamento do filme francês "Lindinhas", acusado de sexualizar suas protagonistas. Mais de 200 mil tuítes usaram a hashtag #CancelNetflix (cancele a Netflix), levando à campanha à lista de assuntos mais comentados do mundo no Twitter. 

Uma primeira onda de críticas em agosto levou a gigante do streaming a remover uma imagem de divulgação do longa e pedir desculpas pelo anúncio "impróprio". O filme foi lançado nos cinemas da França no mês passado, antes de ser disponibilizado online em vários países, inclusive no Brasil, na quarta-feira.

Os ataques vieram de todas as convicções políticas, mas especialmente de republicanos conservadores, incluindo alguns candidatos ao Congresso dos EUA por esse partido.

"A pornografia infantil é ilegal nos Estados Unidos", tuitou DeAnna Lorraine, candidata da Califórnia pelo partido do presidente Donald Trump. "Pedófilos, abusadores de crianças e pervertidos devem estar muito felizes com #Lindinhas", disse Omar Navarro, outro político republicano.

"Lindinhas", premiado no prestigioso Festival Sundance de Cinema, conta a história de Amy, uma parisiense de 11 anos que precisa transitar entre as regras rígidas de sua família senegalesa e a pressão estética que reina nas redes sociais, à qual jovens de sua idade são particularmente sensíveis.

Amy faz parte de um grupo de dança, formado por outras três adolescentes de seu bairro, cujas coreografias costumam ser sugestivas, seguindo a tendência de muitas das estrelas da música pop atual.

Alguns, porém, defenderam o filme nas redes, como a atriz americana Tessa Thompson ("Creed", "Vingadores: Ultimato"). "O filme comenta a hipersexualização de meninas pré-adolescentes", argumentou ela, que acha que houve um problema de marketing. "Entendo a resposta de todos. Mas não bate com o filme que assisti", acrescentou.

A Netflix não respondeu imediatamente à AFP.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Pantanal: o pior incêndio da história
Resumo da semana: escolas seguem fechadas, incêndio no Pantanal e mais leitos de UTI pediátrica
Enem para todos com professor Fernandinho Beltrão #Aulão: tudo sobre botânica
Rhaldney Santos entrevista a oftalmologista Larissa Ventura
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco