GREVE

Comando-geral da UFPE conta com "sensibilidade" do governo nas negociações para encerrar greve

Categorias enviaram contraproposta, na última semana, após decisão pela manutenção da paralisação

Publicado em: 03/06/2024 13:20 | Atualizado em: 10/06/2024 11:16

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, integrantes do Comando-geral de greve da UFPE explicaram esse momento delicado nas negociações.
 (Foto: Rafael Vieira/DP)
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, integrantes do Comando-geral de greve da UFPE explicaram esse momento delicado nas negociações. (Foto: Rafael Vieira/DP)

 
A greve das universidades e institutos federais entra em uma nova etapa.

Ela teve início com a contraproposta feita pelas lideranças do movimento. 
 
Segundo o comando-geral da paralisação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), professores técnicos reduziram ao "máximo" os percentuais reivindicados. 
 
Por isso, agora, eles contam com uma "sensibilidade" do Governo Federal para encerrar a greve, que já dura mais de um mês. 
 
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, integrantes do Comando-geral de greve da UFPE explicaram esse momento delicado nas negociações.

De acordo com o grupo, o governo já apresentou três contrapropostas e todas foram consideradas por unanimidade (entre as instituições em greve) como insuficientes. 
Além de não recompor o orçamento dasinstituições federais, todas estas propostas consideram 0% de aumento para os docentes em 2024.

“Se a gente não falar, ninguém escuta.”, Paulo Rubem, professor de Educação Física da UFPE.

As principais reivindicações que restaram nas exigências têm sido a recomposição dos orçamentos universitários e a manutenção de um plano de carreira dentro das universidades.
 
Estiveram presentes Félix Santos, professor de engenharia mecânica da UFPE; Paulo Rubem, professor de Educação Física da UFPE; Danilo Araújo, técnico administrativo e contador do Centro de Educação da UFPE; Ângela Amaral, membro do departamento de Serviço Social; e Galdizio Costa, tesoureiro da Adufepe. (Foto: Rafael Vieira/DP)
Estiveram presentes Félix Santos, professor de engenharia mecânica da UFPE; Paulo Rubem, professor de Educação Física da UFPE; Danilo Araújo, técnico administrativo e contador do Centro de Educação da UFPE; Ângela Amaral, membro do departamento de Serviço Social; e Galdizio Costa, tesoureiro da Adufepe. (Foto: Rafael Vieira/DP)
 
 
Outro problema apontado pela liderança do movimento, é que, no último dia 27 de maio, o governo Lula assinou um acordo com o Proifes, entidade que nunca dirigiu qualquer movimento grevista, e que não possui sequer reconhecimento legal para firmar acordos trabalhistas, segundo relatado em entrevista.

Crise Financeira

Em entrevista coletiva no último dia 3 de maio,no Recife, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, afirmou que a instituição só tem recursos para funcionar de forma “plena” até setembro deste ano, caso não haja recomposição financeira. 

Alfredo Gomes reiterou que já houve diminuição de 25% dos contratos da UFPE no ano passado, como medida de “redução de danos”.

A UFPE reivindicou, na ocasião, R$ 60 milhões para voltar a ter pleno funcionamento.

Movimento grevista

A adesão da UFPE à greve nacional das instituições de ensino federais completou um mês no último dia 22 de maio,.

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo Federal e vão manter a greve. Os docentes se reuniram em assembleia-geral no dia 24 de maio.

Ao todo, 965 votaram contra e 546 se posicionaram a favor, com 37 abstenções. 

Com isso, a greve continua mantida.
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