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Professores da UFPE rejeitam proposta do governo federal e greve está mantida

Maioria dos docentes reunidos em assembleia optou por não aceitar o reajuste salarial zero em 2024

Publicado em: 24/05/2024 14:43 | Atualizado em: 24/05/2024 14:46

Profesores votaram pela manutenção da greve na UFPE  (Foto: Adufepe)
Profesores votaram pela manutenção da greve na UFPE (Foto: Adufepe)
Os professores da Universidade Federal de Pernambuco rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo Federal e vão manter a greve. 

Os docentes se reuniram em assembleia-geral nesta sexta-feira (24).

Ao todo, 965 votaram contra e 546 se posicionaram a favor, com 37 abstenções. 

Com isso, a categoria, em greve desde 22 de abril, mantém a paralisação. 


Como foi 

A Assembleia Geral Extraordinária ocorreu simultaneamente nos campi do Recife, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) e de Caruaru, no Núcleo de Ciências da Vida do Centro Acadêmico do Agreste (CAA). 

Professores do Centro Acadêmico de Vitória (CAA) também participaram. Além disso, houve participação e votação dos docentes on-line. 

Avaliação

Na avaliação da professora Teresa Lopes, presidenta da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), o formato híbrido e multicampi favoreceu a democracia. 

“Nós pudemos ter uma participação ampla dos docentes, da mesma maneira que fizemos na assembleia que decretou a paralisação, em 17 de abril. Agora, vamos fortalecer o movimento porque o governo precisa entender que a educação pública superior é essencial para um projeto de país inclusivo e democrático”, reforçou Teresa. 

 Na próxima terça-feira (28), os professores vão se reunir para discutir uma resposta à contraproposta rejeitada. 

Rural
 
Na quinta (23), a maioria dos professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) votou pela continuidade da greve após reuniões feitas em Assembleia da Aduferpe, no auditório do Cegoe, e na quarta-feira (22), na Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Ao todo foram 114 votos favoráveis, três contrários e zero abstenções.

Um dos pontos centrais para o movimento nacional paredista é a recomposição do orçamento das universidades. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), são necessários R$ 2,5 bilhões para recompor o orçamento este ano. 

Porém, o Governo Federal oferece o repasse de R$ 347 milhões e, diante disso, o movimento grevista sugere a criação de um grupo de trabalho permanente para discussão do orçamento.  

Sobre o reajuste salarial, a categoria rejeita a proposta do governo, que não prevê reajuste para este ano. Além disso, segundo docentes da UFRPE, o Governo Federal se recusa a continuar as negociações com as entidades representativas dos servidores das instituições públicas federais. 

Reivindicações

Os servidores reivindicam aumento linear para 2024, incluindo os aposentados que não tiveram nenhum reajuste até agora. O movimento propõe a elaboração de uma contraproposta de reposição linear de 3% até julho de 2024, 9% em janeiro de 2025, e 3,5% em maio de 2026.

O movimento também exige a revogação das Reformas Trabalhista e Previdenciária, além da extinção da PEC 32, que ainda está  no Congresso e representa a desestruturação dos serviços públicos.  

A pauta de reivindicações grevista pede também a correção das distorções entre as carreiras, além de encaminhamento de um estudo para equiparação dos benefícios aos demais poderes até 2026.
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