DP SOCIAL

ONG promove ações para menores autistas

Semanalmente, são realizados atendimentos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade pela Associação Mães e Anjos Azuis

Publicado em: 29/05/2024 10:29

A instituição é gerenciada por mães de crianças atípicas (Foto: Divulgação)
A instituição é gerenciada por mães de crianças atípicas (Foto: Divulgação)
A ONG Associação Mães e Anjos Azuis surgiu em 2014 ainda como um movimento ativista, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife. Em 2020, a iniciativa junto ao apoio de mais mães atípicas de filhos autistas tornou-se uma Organização Não-Governamental (ONG). O intuito do trabalho da instituição é melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes com autismo, em situação de vulnerabilidade social, como também das suas famílias. De acordo com o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, que interfere em áreas como da capacidade de comunicação, linguagem, interação social e do comportamento.

A ONG oferece serviços de assistência social e saúde para o seu público-alvo. Por semana são realizados atendimentos terapêuticos da área multiprofissional e comportamental para 60 crianças e adolescentes, além de consultas com nutricionista, acompanhamento de peso e do cartão de vacina com a enfermeira. Também acontecem oficinas, palestras, treinamentos de incentivo ao empreendedorismo feminino, autocuidado, direitos da Pessoa com Deficiência e o ensino de estratégias para as mães trabalharem com o estímulo das crianças em casa. Outras atividades são o plantão de saúde para cuidar da saúde das mães e o atendimento psicológico para elas.

A instituição é administrada e gerida por mães atípicas, também as tendo como um dos pilares essenciais da entidade. “Na ONG ainda realizamos atividades de musicoterapia em grupo, ludicidade e psicomotricidade, atividades culturais e de lazer. Outra marca registrada da nossa instituição, além do acolhimento, é divulgar informação sobre autismo, com o objetivo de diminuir o preconceito e viabilizar a inclusão, fazemos isso através de palestras gratuitas em creches, escolas, igrejas e associações”, detalha a presidente da entidade, Andreza Castro.

A presidente da ONG destaca que quando iniciou o ativismo pretendia fazer a sua parte para ter um mundo mais inclusivo para o seu filho, agora ela busca um mundo mais inclusivo para todos.

“Todo o trabalho na associação é realizado através de profissionais voluntários e a casa é mantida por doações, rifas, bazares e pelo esforço das próprias mães. Os voluntários e colaboradores são nossos anjos da guarda, num mundo tão capitalista e egoísta, ainda existem pessoas dispostas a doar seu tempo, seus saberes e recursos para ajudar a manter nosso projeto”, disse Andreza.

Se você participa de uma Organização Não Governamental (ONG) ou conhece projeto social e deseja que a história dessa ação seja contada no DP+Social, sugira através do nosso e-mail: social@diariodepernambuco.com.br.
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