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Vida Urbana
Violência policial

Justiça nega liberdade a PMs do Bope envolvidos em duplo homicídio

Policiais invadiram casa na Comunidade do Detran, no Recife, no ano passado, e se tornaram réus

Publicado: 15/05/2024 às 11:33

Crime aconteceu na Comunidade do Detran, no Recife/Foto: Arquivo

Crime aconteceu na Comunidade do Detran, no Recife (Foto: Arquivo)

Crime aconteceu na Comunidade do Detran, no Recife
Réus em um processo que trata de duplo homicídio na Comunidade do Detran, no Recife, no ano passado, seis policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vão ficar presos. 
 
É que a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou, na terça (14), o pedido de liberdade provisória feito pelos defensores dos PMs. 
 
O crime aconteceu quando os policiais entraram na comunidade e invadiram uma casa.
 
Câmeras de segurança mostram o momento em que envolvidos mandar crianças e mulheres saírem do imóvel. 
 
Depois, eles deixam a residência com dois homens, enrolados em um lençol, e colocam em uma caminhonete. As vítimas já estavam mortas. 
 
Respondem pelo crime de homicídio qualificado (sem chance de defesa das vítimas) os policiais militares Carlos Alberto de Amorim Júnior, Ítalo José de Lucena Souza, Josias Andrade Silva Júnior, Brunno Matteus Berto Lacerda, Rafael de Alencar Sampaio e Lucas de Almeida Freire Albuquerque Oliveira. 
 
Todos estão no Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima. 

Decisão
 
Na decisão, o desembargador Demócrito Reinaldo Filho, relator do caso, afirma que é " incabível a substituição por medidas cautelares diversas, devendo ser mantido o decreto prisional dos pacientes".

Entenda 

Segundo a denúncia do MPPE, os policiais têm envolvimento direto na morte de Bruno Henrique Vicente da Silva, de 28 anos, e Rhaldney Fernandes da Silva Caluete, de 32.

“A dinâmica dos fatos ora apurados demonstra, em análise incipiente, violência e frieza justamente por parte de quem deveria promover a segurança, ante a condição de policiais militares dos acusados. A gravidade em concreto do fato, o que se colhe pela condição de policiais militares, as circunstâncias em que o fato se deu, conforme vídeo que instrui o feito, tudo denota a necessidade decretação da medida extrema da prisão preventiva”, diz a decisão.

Para tomar a decisão  de manter a prisão deles, o juiz citou a “violência que culmina com homicídios, mormente quando se tem como acusados policiais militares, a quem cabe o mister de zelar pela vida e segurança da população, guardiões da ordem e da paz sociais, deve ser considerada circunstância que determina a pronta intervenção do estado pela via da prisão preventiva”.
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