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Chacina de Camaragibe: Polícia Civil conclui mais uma investigação

A investigação é referente à morte de Alex da Silva Barbosa, suspeito de ter assassinado dois PMs

Publicado em: 21/05/2024 18:45

Além de matar os irmãos de Alex, os agentes da polícia retiraram a mãe e a esposa dele de casa e as mataram (Foto: Reprodução)
Além de matar os irmãos de Alex, os agentes da polícia retiraram a mãe e a esposa dele de casa e as mataram (Foto: Reprodução)
A Polícia Civil concluiu mais um inquérito relacionado à morte do vigilante Alex da Silva Barbosa, suspeito de ter assassinado a tiros dois policiais militares em Camaragibe, no Grande Recife, na noite de 14 de setembro de 2023.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que “foram concluídos e remetidos à Justiça dois inquéritos policiais, referentes ao triplo homicídio e à morte de Alex da Silva Barbosa. A PCPE informa que falta a conclusão de mais dois inquéritos policiais”.

Segundo a investigação, o vigilante permaneceu foragido até a manhã do dia 15 de setembro, um dia depois das cenas de terror no bairro de Tabatinga. 

Depois disso, outros policiais começaram a caçar Alex e os parentes dele com o intuito de matá-los como forma de vingança. 

"Diversos policiais se deslocaram até Tabatinga, sob o comando, instrução e monitoramento de oficiais da Polícia Militar, onde iniciaram uma caçada a Alex e a parentes deste, com claro intuito homicida, em vingança pela morte dos colegas", informou o texto do Ministério Público na época. 

Para os investigadores, houve legítima defesa. Nesta terça-feira (21), a investigação chegou à Promotoria de Camaragibe e o órgão avaliará se apresenta parecer favorável pelo arquivamento à Justiça ou pede novas diligências.

Relembro o caso

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) aceitou, no dia 7 de março, a denúncia feita pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra 12 policiais militares por participarem da chacina de Camaragibe que causou a morte de sete pessoas, sendo seis da mesma família. O caso aconteceu entre os dias 14 e 15 de setembro de 2023.

A denúncia do MPPE possui 15 páginas e relata que os acusados, na madrugada do dia 15 de setembro de 2023, “agindo em conjunção de esforços e com unidade de desígnios, mataram as vítimas a tiros, por motivo torpe de vingança, em uma emboscada, o que não deu a elas chance de defesa”.

Entre os policiais denunciados estão:

Fábio Roberto Rufino da Silva
Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco
João Thiago Aureliano Pedrosa Soares 
Paulo Henrique Ferreira Dias, Leilane Barbosa Albuquerque
Emanuel de Souza Rocha Júnior
Dorival Alves Cabral Filho
Fábio Júnior de Oliveira Borba
Diego Galdino Gomes
Janecleia Izabel Barbosa da Silva
Eduardo de Araújo Silva 
Cesar Augusto da Silva Roseno

Destes, cinco estão presos de forma preventiva: Paulo Henrique, Dorival Alves, Leilane Barbosa, Emanuel e Fábio Júnior.

Os 12 policiais foram denunciados pelos homicídios dos irmãos de Alex da Silva Barbosa: Amerson Juliano da Silva, de 30 anos, Agata Ayanne da Silva, de 30, e Apuynã Lucas da Silva, de 25. 

A denúncia do MPPE considera que durante uma abordagem realizada no dia 15 de setembro por policiais militares no bairro de Tabatinga, em Camaragibe, ocorreu um confronto entre os policiais e Alex da Silva, conhecido como Alex Samurai. Na troca de tiros, morreram os PMs Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e Rodolfo José da Silva, de 38. 

Neste mesmo dia, Ana Letícia Carias da Silva, de 19 anos, foi baleada após ser feita de escudo durante a ação dos policiais militares. Ela morreu no Imip dias depois. O primo dela, de 14 anos, foi baleado e sobreviveu.

A denúncia ainda afirma que os oficiais da Polícia Militar Marcos Túlio e Fábio Rufino acompanharam as ações dos outros PMs contra os familiares de Alex através de mensagens e telefonemas.

Além de matar os irmãos de Alex, os agentes da polícia retiraram a mãe e a esposa dele de casa e as mataram. Os corpos de Maria José Pereira da Silva e Maria Nathália Campelo do Nascimento foram encontrados dentro de um canavial em Paudalho, na Zona da Mata.
 
Alex foi morto em Tabatinga por volta das 11h do dia 15 de setembro após ter reagido a uma abordagem, segundo a Polícia Militar.
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