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ATO UNIFICADO

Servidores das Universidades e Institutos Federais fazem ato unificado para fortalecer greve da categoria

Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco comandaram o ato para reforçar a greve que cruzou os braços no último dia (11)

Publicado em: 03/04/2024 19:25 | Atualizado em: 03/04/2024 20:12

O movimento ficou concentrado em frente ao prédio da Faculdade de Direito do Recife (Foto: Aimé Kyrillos/DP foto)
O movimento ficou concentrado em frente ao prédio da Faculdade de Direito do Recife (Foto: Aimé Kyrillos/DP foto)
Os funcionários das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Pernambuco realizaram na tarde desta quarta-feira (03), um ato unificado para da Educação Federal, para chamar atenção da população.

De acordo com os representantes do Sintufepe/Ufpe o movimento reivindica pautas, que segundo eles são básicas e o Governo Federal não vem cumprindo.

Segundo o dirigente do Sindicato Lenilson Santana, a categoria tem basicamente três reivindicações para fazer ao governo. 

“A primeira reivindicação nossa é o reajuste salarial. Nós temos o pior piso salarial de todo o serviço público e o governo tem apresentado pra gente uma proposta de zero de reajuste esse ano. Enquanto o governo atende as categorias das elites do funcionalismo público, não atende o funcionalismo do baixo clero, o funcionalismo das universidades e dos institutos federais. A outra parte da nossa reivindicação tem a ver com a reestruturação da nossa carreira. A nossa carreira está bastante defasada e a gente está buscando trabalhar uma mudança, uma modificação que possa atender os novos momentos, novos tempos e que possa também ser um atrativo para que nossos trabalhadores possam vir para a universidade. E por fim, a nossa carreira, a nossa luta tem a ver também com mais verbas para as universidades e os institutos federais. Existe uma precarização muito grande, o corte de recursos que tem sido feito ao longo desses últimos anos, tem deixado a universidade e os institutos federais numa situação de muita precariedade”, explicou o diretor.

A primeira advogada trans da região Nordeste, Robeyoncé Lima, que também é servidora da Faculdade de Direito do Recife falou sobre a importância de unificar o movimento.

“Mais de sessenta Universidades Federais estão aderindo ao movimento grevista. O governo federal tem uma proposta pra gente de reajuste de zero, que na verdade termina sendo uma defasagem no salário, porque as coisas aumentam e o salário não aumenta. Mas a gente está em diálogo com o governo federal, tem uma comissão que está indo a Brasília uma vez na semana para fazer com que o diálogo avance junto com o Ministério da Educação. O salário da categoria está congelado há mais de dez anos e estamos em diálogo para que essa situação se reverta. Tem uma comissão lá em Brasília propondo que a mesa de negociação seja reaberta, e a gente está forçando esse debate porque realmente é uma precariedade e os servidores públicos das universidades federais carregam as universidades. Por enquanto a educação está sendo deixada de lado dentro do governo federal, razão pela qual a gente está fazendo greve”, finalizou a servidora.

O ato previa uma caminhada que sairia da Faculdade de Direito do Recife e seguiria até a pracinha do Diario, próximo ao local da concentração. Mas o movimento desistiu devido à baixa adesão de outras forças sindicais. O movimento ficou concentrado em frente ao prédio da Faculdade de Direito do Recife com a participação de líderes de entidades que lutam pelos direitos dos trabalhadores.

Os servidores estão em greve desde o dia 11 de março em Pernambuco, mas garantem que mais de sessenta Universidades e Institutos Federais em todo Brasil já aderiram à paralisação para pressionar o governo e terem as suas pautas atendidas.

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