Caso Rodrigo Carvalheira: audiência de custódia acontece nesta sexta-feira (12)
Defesa de Rodrigo afirmou estar 'confiante' para o andamento do caso
Publicado: 12/04/2024 às 09:36
Foto: Divulgação ()
A audiência de custódia para o caso do empresário Rodrigo Carvalheira acontecerá na manhã de hoje (12), em informações confirmadas pela defesa do suspeito, que está no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), no Grande Recife, desde ontem (11).
Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Equipe Técnica de Defesa do Escritório Graciele Queiroz, responsável pela defesa de Rodrigo, informou estar “montando a estratégia”, e que “está confiante, devido à insuficiência de provas”. A equipe voltou a caracterizar a prisão como “política”, e ressaltou o envolvimento de uma das acusadoras com um adversário político de Rodrigo.
A Polícia Civil não detalhou os crimes que Rodrigo teria cometido, e informou que o caso está em segredo de Justiça, sem fornecer mais informações sobre o caso.
Acusado de crimes sexuais, Rodrigo Carvalheira foi preso na última quinta-feira (11), no Recife. A Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva contra o empresário. As denúncias partem de ao menos 3 mulheres, do mesmo ciclo social de Rodrigo, por eventos acontecidos entre 2009 e 2019.
O que dizem as vítimas
De acordo com os relatos das vítimas, o modo de operação de Rodrigo foi dopá-las com entorpecentes, para depois abusá-las.
Uma das mulheres disse que “enfiou um comprimido” na boca dela, comprimido este que seria um ecstasy. A vítima disse não se lembrar de nada e que acordou com o empresário em cima dela, e posteriormente viu manchas de sangue pela casa.
Um outro caso relatado teria acontecido em 2011, quando a vítima em questão era menor de idade, e teria sido levada por Rodrigo para um motel contra a própria vontade após sair de uma festa.
O que diz a defesa
Rodrigo alega inocência, e sua defesa caracterizou a prisão como “arbitrária” e “armação política”.
Em entrevista coletiva na noite desta quinta (11), em um hotel na capital pernambucana, a advogada de defesa de Rodrigo afirmou que uma das denunciantes tem envolvimento com um adversário político do empresário, e ameaçou denunciá-lo por estupro caso ele se candidatasse nas eleições deste ano.
Questionada pelo Diario de Pernambuco se a suposta vítima teria alcançado algum objetivo político com a expulsão de Rodrigo do PRD, a advogada disse conseguir compreender as motivações políticas por trás das acusações.
Segundo a advogada, a prisão foi decretada por conta de uma ligação que o empresário fez para uma delegada, de quem seria amigo, e não pelas denúncias das vítimas, que acabou sendo interpretada como uma tentativa de Rodrigo de interceptar as investigações.