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Professores da rede estadual farão paralisação nesta quarta-feira (13); entenda o motivo

A paralisação convocada pelo Sintepe será de advertência e durará 24 horas; sindicato alega que a suspensão das atividades é um ato de protesto contra a demora da realização da mesa de negociações com o Governo do Estado

Publicado em: 12/03/2024 17:12

 (Foto: Divulgação/Sintepe )
Foto: Divulgação/Sintepe

A rede estadual de ensino terá as aulas suspensas nesta quarta-feira (13) após o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação no Estado (Sintepe) convocar os professores para aderir a uma paralisação de advertência de 24 horas em forma de protesto contra o Governo do Estado.

Os docentes reclamam da demora para a realização da mesa de negociação com as secretarias de Educação (SEE) e Administração (SAD) para tratar das pautas de reivindicação da categoria. 

A expectativa é que a paralisação afete todas as escolas da rede pública, que engloba cerca de 1.061 instituições de ensino, e deixe quase 500 mil alunos sem aula nesta quarta. 

A paralisação faz parte da Campanha Salarial Educacional 2024 do sindicato, que tem 43 itens na lista de reivindicações que serão debatidas com o governo. 

Segundo o Sintepe, há mais de um ano a categoria tenta negociar a lista de pautas pleiteadas pelos profissionais com a gestão da governadora Raquel Lyra (PSDB).

A reformulação do Plano de Cargos e Carreiras e Remuneração (PCCR), a eleição para a diretor de escola, piso com repercussão nacional e a convocação da lista de aprovados que estão no cadastro reserva são as quatro pautas reivindicadas pelos docentes. 

“A gente entregou a pauta de reivindicação para representantes do Estado e estamos aguardando a primeira rodada de negociação acontecer. Eles ofereceram uma data no dia 26 deste mês. Nós achamos muito tarde. A gente pediu pra ela (governadora Raquel Lyra) antecipar. Não sei se ela vai antecipar. Mas de qualquer jeito, dia 26 está marcada a primeira rodada da mesa de negociação. Porque são pautas que tem toda a parte financeira, depois tem a parte da política educacional. A paralisação de amanhã é em função do que houve no ano passado. Não teve o atendimento das reivindicações, é por isso que a gente convocou este protesto”, disse a presidente do Sintepe, Ivete Caetano. 

Mobilização dos professores no Recife

No Recife também haverá mobilização de professores que buscam a valorização da carreira profissional.

Uma assembleia geral foi realizada na tarde desta terça-feira (12), no Marco Zero, no Bairro do Recife, na área Central da capital, pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino (Simpere) para discutir com os docentes as pautas de reivindicação, com destaque para o reajuste salarial e do Plano de Cargos e Carreiras e Remuneração (PCCR). 

“A educação do Recife tem um dos piores salários do Brasil! Vamos lutar para conquistar a reestruturação da carreira da professora e do professor”, diz um trecho do comunicado do Simpere na convocação dos profissionais. 

O que dizem o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife 

Procurado pela reportagem do Diario de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Administração (SAD) disse por meio de nota que o “Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração (SAD), informa que dará início ao processo de negociação 2024 com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Para isso, se reunirá com a categoria no próximo dia 26, durante a Mesa Específica de Negociação Coletiva Permanente. Na pauta da categoria, entregue no último dia 06, está prevista a discussão, entre outros temas, do Plano de Cargos e Salários e o Piso da categoria”. 

A equipe do Diario também procurou a Secretaria de Educação do Recife (Seduc), que por meio de nota disse que “unidades escolares, climatização em todas as unidades, novos projetos pedagógicos, novos programas, tecnologia nas escolas, entre outros. A valorização dos profissionais da Educação, incluindo os professores, é um tema importante para a Câmara Municipal do Recife, que vem avançando nos últimos anos em diversos aspectos. Além dos pontos discutidos nas mesas de negociação com o Sindicato Municipal dos Profissionais da Rede Oficial de Ensino do Recife (SIMPERE), a Prefeitura vem avançando ações voltadas ao bem-estar dos profissionais, plano de formação continuada, cadernos com modems para todos os professores, melhores condições de trabalho com melhoria de infraestrutura nas escolas e creches, materiais e equipamentos”. 

Na mesma nota, a pasta ainda disse que “quanto à negociação de reajustes salariais para as demais faixas da categoria, a Prefeitura vem realizando mesas de discussão com o SIMPERE, quando já foram oferecidos reajustes salariais para todas as faixas de carreira conforme solicitado, em percentual equivalente ao reajuste do salário mínimo, de 3,62%, além de outros pontos como aumento da carga horária e aumento do tempo para aprovação do doutorado. A proposta, porém, foi rejeitada em reunião realizada pela União. A Prefeitura segue aberta ao diálogo e as mesas de negociação continuam acontecendo”. 

Por fim, a Seduc ainda destacou que “a gestão também realizou o maior concurso público e a maior nomeação de professores da história da educação no Recife, com a contratação imediata de mil profissionais para reforçar as fileiras da estrutura pedagógica com foco na aprendizagem dos alunos.

A Prefeitura do Recife informou “que sempre cumpriu o salário mínimo nacional com reajustes salariais anuais. Nesse contexto, a direção informa que, desde janeiro, nenhum professor recebeu menos do que o valor mínimo estabelecido pelo Governo Federal em R$   4.580,57 para o ano letivo de 2024, conforme determina a Portaria MEC nº 61/2024”.

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