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Superfungo

Pernambuco registra quinto caso de infecção por superfungo e mais uma morte

Os novos casos foram registrados no Hospital Getúlio Vargas, no Recife

Publicado em: 11/03/2024 17:30 | Atualizado em: 11/03/2024 18:56

O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais (Foto: Helia Scheppa/SEI )
O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais (Foto: Helia Scheppa/SEI )

Mais dois casos do superfungo Candida auris foram registrados no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Uma das vítimas, uma idosa de 74 anos, morreu no dia 4 de fevereiro pelo agravamento de doenças pré-existentes, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O outro paciente também é um idoso, de 72 anos, e segue internado de forma isolada na mesma unidade de saúde. A secretaria informou que mesmo antes dos pacientes testarem positivo para o superfungo, já estavam em isolamento.

Os dois novos pacientes foram submetidos ao recolhimento de material biológico para confirmar a infecção pois eles estiveram no mesmo ambiente onde outros três pacientes infectados.

No final de fevereiro, a SES confirmou a morte de três mulheres, de 77, 75 e 44 anos de idade, infectadas pelo fungo no Hospital Getúlio Vargas. A unidade de saúde havia intensificado os protocolos de segurança, reforçando a limpeza e isolamento da área desde o dia 24 de fevereiro. Até o momento foram registrados cinco casos de infecção pelo superfungo no Recife.

O fungo Candida auris infecciona a corrente sanguínea, fazendo com que novas infecções no paciente sejam fatais, principalmente se eles forem  imunocomprometidos ou possuírem comorbidades.

Na maioria das vezes, as pessoas que contraem este fungo já possuem outras doenças e há uma certa dificuldade para identificar a infecção pelo Candida auris. O superfungo consegue sobreviver a temperaturas elevadas de 37ºC a 42ºC e sobrevive em diversos ambientes por longos períodos.

Os pacientes infectados desenvolvem sintomas como febre, tontura, alteração da pressão arterial, dificuldade para respirar e aceleração do ritmo cardíaco. Os sintomas tendem a melhorar com antibióticos para uma suspeita de infecção bacteriana.

A higienização das mãos é uma das maneiras mais eficientes para se prevenir do Candida auris. A ação de profissionais da saúde também auxilia no combate ao fungo.

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