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ONG realiza serviços em cardiologia para crianças e fetos

Círculo do Coração de Pernambuco surgiu em dezembro de 1994 e possibilitou atendimento a milhares de pacientes daqui e de outros estados vizinhos

Publicado em: 07/03/2024 10:51

Os pacientes atendidos pela instituição são encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (Foto: Divulgação)
Os pacientes atendidos pela instituição são encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (Foto: Divulgação)
Com a missão de promover a todos, principalmente aos mais carentes, os melhores serviços em cardiologia pediátrica e fetal, reduzir os altos índices de mortalidade neonatal e infantil através do diagnóstico, tratamento clínico e do encaminhamento cirúrgico, a ONG Círculo do Coração de Pernambuco (CirCor) surgiu em dezembro de 1994. A instituição já possibilitou atendimento a milhares de pacientes de Pernambuco e também de outros estados do país. Os pacientes atendidos são encaminhados pelo Sistema único de Saúde (SUS), sem planos de saúde e sem condições de arcar com consultas e exames. 

Entre os serviços oferecidos pela ONG estão o atendimento gratuito em cardiologia pediátrica e fetal, incluindo consultas, exames, como ecocardiograma fetal e pediátrico, eletrocardiograma, MAPA e holter. Também é promovido o Primeiro Programa de Reabilitação Car-diovascular para crianças carentes em Pernambuco, que é direcionado para o pré e pós-operatório cardíaco e para a reabilitação cardio pulmonar dos pacientes. Outras iniciativas da instituição são o atendimento multidisciplinar, sendo realizadas consultas nas áreas de nutrição, psicologia e enfermagem e o projeto arte-educação para conscientização de cuidados com a saúde como atividade física, alimentação saudável, saúde bucal. “Nosso objetivo é contribuir para modificar o perfil da doença cardíaca em nossa região. Uma em cada 100 crianças nasce com algum tipo de cardiopatia, muitas outras nascem com o coração estruturalmente normal, mas adquirem uma doença cardíaca a partir de infecções como febre reumática, endocardite, doença de Kawasaki ou até mesmo sequelas cardiovasculares da Covid-19. Além de um grupo crescente de crianças que apresentam fatores de risco para doença aterosclerótica como o sobrepeso, obesidade e intolerância à glicose. O Círculo do Coração contribui para suprir essa demanda”, explicou a fundadora e presidente da ONG, a médica cardiologista, Sandra Mattos. 

A instituição atende pacientes de todo o Nordeste, alguns hospitalizados em unidades de saúde da rede pública, que não tem equipamentos, atendimento especializado em cardiologia pediátrica e fetal ou têm grandes filas de espera para a realização de exames. Entre o público atendido estão os fetos, por meio do ecocardiograma fetal da gestante, a faixa etária pediátrica até os 12 anos e os pacientes cardiopatas congênitos, que realizaram cirurgia até a adolescência ou até mesmo à vida adulta. 

De acordo a médica cardiologista, as cardiopatias congênitas são os tipos mais comuns de má formação, com índices muito maiores em países com altas taxas de natalidade e níveis mais altos de pobreza, tornando a doença um enorme desafio de saúde, econômico e social. “Elas correspondem a cerca de 10% dos óbitos infantis e são a terceira maior causa de mortalidade neonatal. É o diagnóstico ou tratamento tardio que leva a complicações significativas e mortes desnecessárias. Nestes 29 anos de trabalho, o Círculo do Coração se alegra em ter beneficiado milhares de pacientes do Nordeste por meio de diagnóstico, tratamento clínico e encaminhamento cirúrgico seja em nossa sede onde funciona o ambulatório de cardiologia pediátrica e fetal, nos mutirões de atendimento ou nas Caravanas do Coração”, destacou a fundadora da instituição. 

No ano passado, foram realizados pela ONG 1.649 procedimentos gratuitos, entre exames de ecocardiograma, eletrocardiograma e holter, atendimentos clínicos em cardiologia pediátrica e fetal, enfermagem, fisioterapia cardiorrespiratória, nutrição e psicologia. A maioria deles, 1.350, foi realizada em pacientes pediátricos e os outros 296 em fetos com suspeita de cardiopatia congênita. “A ONG Círculo do Coração é de grande importância para o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar de minha filha, pois quando eu estava perdida, eles sempre me acolheram, com muito carinho. Para mim a instituição significa o amor de Deus em forma de anjos”, disse Erica Carneiro, mãe de Camille Carneiro, de 4 anos, que é atendida desde os três meses de vida pela ONG para tratar atresia pulmonar. A criança fez uma cirurgia na instituição e todo ano comemora dois aniversários, uma no dia de seu nascimento e outro na data que realizou a cirurgia, neste último, levando um bolo para cantar os parabéns na sede da instituição. 

O funcionamento da ONG é possível graças a doações de pessoas físicas da sociedade civil, sendo o maior desafio da instituição a manutenção de suas atividades. Mesmo o com todo apoio do trabalho voluntário dos profissionais de saúde, todas outras despesas são pagas. A entidade segue em campanha permanente para doação por meio do Pix, cuja chave é: 00286731000145 – (CNPJ). Outra opção de ajudar a instituição é através da compra de produtos da Lojinha do Coração ou sendo um voluntário, entrando em contato pela rede social Instagram, @circulodocoracao.

Se você participa de uma Organização Não Governamental (ONG) ou conhece projeto social e deseja que a história dessa ação seja contada no DP+Social, sugira através do nosso e-mail: social@diariodepernambuco.com.br.

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