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Motoristas de ônibus fazem protesto no Centro do Recife e cobram salários

Categoria parou coletivos na Avenida Guararapes, nesta quinta (21)

Publicado em: 21/03/2024 09:37 | Atualizado em: 21/03/2024 15:11

Motoristas de ônibus protestam no Centro do Recife  (Foto: Marina Torres;DP )
Motoristas de ônibus protestam no Centro do Recife (Foto: Marina Torres;DP )
Motoristas de ônibus fazem um protesto, nesta quinta (21), no Centro do Recife. 
 
A categoria afirma que houve atraso no pagamento da quinzena deste mês de março, o que motivou a mobilização dos rodoviários que paralisaram as atividades desde às 8h, em diversos pontos do Centro da cidade. 
 
Os rodoviários cobram o pagamento no valor que varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,3 mil, referentes a quinzena compreendidas dos 29 dias trabalhados do mês de fevereiro. 
 
Por isso, os condutores pararam os coletivos em pontos como as Avenidas Guararapes e Conde da Boa Vista, além das Ruas Princesa Isabel e Do Sol, todas na área Central da capital. 

Com isso, milhares de passageiros tiveram que continuar o trajeto de seus compromissos a pé ou utilizando outras alternativas de transporte, como os carros e motocicletas de aplicativo.  
Os trabalhadores reclamam o não pagamento da quinzena deste mês de março  (Foto: Marina Torres/DP )
Os trabalhadores reclamam o não pagamento da quinzena deste mês de março (Foto: Marina Torres/DP )
 
O Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana disse qe o protesto seguirá até às 13h, quando a mobilização deve se encerrar e as vias serão desobstruídas para o tráfego de veículos. 

Nos pontos em que os coletivos ficaram parados, houve congestionamento, com intensas retenções. 

Batedores da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) estiveram nos locais para realizar o ordenamento do tráfego. 

Reivindicação

O presidente do sindicato que representa os rodoviários, Aldo Lima, disse que o dinheiro deveria ter sido depositado na quarta (20), mas ficou para a segunda (25). 
 
Contudo, o diretor sindical afirmou que a categoria segue mobilizada e cobrando as empresas para que o pagamento seja realizado até esta quinta (21), 

“Estamos hoje mobilizados e esperando um posicionamento do patronato. Se o dinheiro não for depositado hoje, faremos novas mobilizações e não descartamos novos protestos com o tom até maior. Além disso, se o problema não for resolvido, também não descartamos nos mobilizarmos nas garagens e, até mesmo, uma convocação de assembleia geral dos rodoviários para discutir medidas mais energéticas. Não queremos prejudicar o trabalhador que precisa do coletivo, mas sem pressão e mobilização as nossas reivindicações não andam”, ressaltou Aldo Lima, acrescentando que o atraso no pagamento da quinzena prejudicou cerca de oito mil profissionais.  
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, Aldo Lima, detalhou sobre a paralisação da categoria  (Foto: Marina Torres/DP )
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, Aldo Lima, detalhou sobre a paralisação da categoria (Foto: Marina Torres/DP )
 
Isso inclui os rodoviários e outros trabalhadores das empresas permissionárias.

Ainda segundo Aldo Lima, as empresas concessionárias não fazem parte da lista das que estão com o pagamento pendente à categoria. 

“Somente as concessionárias como Rodotur, Itamaracá e Cidade Alta pagaram. Agora as demais empresas permissionárias não pagaram. As empresas disseram que não pagariam por falta de repasse de verbas pelo Governo de Pernambuco. Caso não paguem hoje, vamos manter as mobilizações", declarou o diretor sindical. 
 
Análise 
 
Durante uma entrevista coletiva à Imprensa, na solenidade que marcou o lançamento da nova Carteira de Identidade Nacional, a governadora Raqquel Lyra (PSDB) foi questionada sobre o protesto dos rodoviários. 
A governadora Raquel Lyra comentou sobre a paralisação dos rodoviários  (Foto: Rafael Vieira/DP )
A governadora Raquel Lyra comentou sobre a paralisação dos rodoviários (Foto: Rafael Vieira/DP )

“Do Consórcio Metropolitano de Transportes qualquer empresa que não cumprir o seu papel no atendimento das linhas ela será notificada, será aberto um processo administrativo e a notificação dos vales A e B tem a contrapartida do nosso subsídio. Então, isso tá afinado, inclusive com as empresas, foi aprovado por unanimidade con CSTM e a gente vai trabalhar para que o passageiro do transporte público possa ter direito ao transporte”, disse Raquel Lyra.
 

O que diz a Urbana-PE 
 
Procurado pelo Diario de Pernambuco, o sindicato que representa as empresas, a Urbana-PE, afirmou, que, que o adiamento do pagamento ocorreu por conta do atraso no repasse de subsídios do Governo de Pernambuco.
 
Confira a nota na íntegra:
 
"Como é de conhecimento geral, o custeio do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife depende do aporte de subsídios por parte do governo do estado. Em função do cronograma previsto pelo governo para repasses desses subsídios, as empresas permissionárias de transporte por ônibus foram compelidas a ajustar o adiantamento salarial excepcionalmente neste mês de março, estendendo-o até a próxima segunda-feira (25/03). Essa medida foi comunicada aos colaboradores das empresas e ao Sindicato dos Rodoviários, em conformidade com a convenção coletiva da categoria.  A Urbana-PE e as suas associadas reiteram o compromisso com os trabalhadores rodoviários de adotar todas as providências para efetuar os adiantamentos na data mais breve possível

A Urbana-PE lamenta a atitude das lideranças rodoviárias, que penaliza novamente a população e a economia da nossa região com paralisações ilegais. Reiteramos que o Sindicato dos Rodoviários está ciente de que a convenção coletiva da categoria prevê a possibilidade de alteração do calendário de pagamento dos adiantamentos, assim como também sabe que a  realização desses pagamentos depende dos aportes governamentais. A Urbana-PE pede a compreensão dos rodoviários e informa que não medirá esforços para normalizar a operação e garantir a continuidade da prestação de um serviço essencial à sociedade". 


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