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Camaragibe

Doze policiais viram réus por chacina de Camaragibe que resultou em sete mortes

A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Pernambuco, que segue investigando o caso junto da Polícia Civil

Publicado em: 07/03/2024 22:00 | Atualizado em: 07/03/2024 22:05

O caso aconteceu em setembro de 2023 e chocou moradores da região (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O caso aconteceu em setembro de 2023 e chocou moradores da região (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) aceitou, nesta quinta-feira (7), a denúncia feita pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra 12 policiais militares por participarem da chacina de Camaragibe que causou a morte de sete pessoas, sendo seis da mesma família. O caso aconteceu entre os dias 14 e 15 de setembro de 2023.

A denúncia do MPPE possui 15 páginas e relata que os acusados, na madrugada do dia 15 de setembro de 2023, “agindo em conjunção de esforços e com unidade de desígnios, mataram as vítimas a tiros, por motivo torpe de vingança, em uma emboscada, o que não deu a elas chance de defesa”.

Entre os policiais denunciados estão:

  • Fábio Roberto Rufino da Silva
  • Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco
  • João Thiago Aureliano Pedrosa Soares 
  • Paulo Henrique Ferreira Dias, Leilane Barbosa Albuquerque
  • Emanuel de Souza Rocha Júnior
  • Dorival Alves Cabral Filho
  • Fábio Júnior de Oliveira Borba
  • Diego Galdino Gomes
  • Janecleia Izabel Barbosa da Silva
  • Eduardo de Araújo Silva 
  • Cesar Augusto da Silva Roseno

Destes, cinco estão presos de forma preventiva: Paulo Henrique, Dorival Alves, Leilane Barbosa, Emanuel e Fábio Júnior.

Os 12 policiais foram denunciados pelos homicídios dos irmãos de Alex da Silva Barbosa: Amerson Juliano da Silva, de 30 anos, Agata Ayanne da Silva, de 30, e Apuynã Lucas da Silva, de 25. 

A denúncia do MPPE considera que durante uma abordagem realizada no dia 15 de setembro por policiais militares no bairro de Tabatinga, em Camaragibe, ocorreu um confronto entre os policiais e Alex da Silva, conhecido como Alex Samurai. Na troca de tiros, morreram os PMs Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e Rodolfo José da Silva, de 38. 
 
Neste mesmo dia, Ana Letícia Carias da Silva, de 19 anos, foi baleada após ser feita de escudo durante a ação dos policiais militares. Ela morreu no Imip dias depois. O primo dela, de 14 anos, foi baleado e sobreviveu.

Depois disso, outros policiais começaram a caçar Alex e os parentes dele com o intuito de matá-los como forma de vingança.

"Diversos policiais se deslocaram até Tabatinga, sob o comando, instrução e monitoramento de oficiais da Polícia Militar, onde iniciaram uma caçada a Alex e a parentes deste, com claro intuito homicida, em vingança pela morte dos colegas", informa o texto do Ministério Público.

A denúncia ainda afirma que os oficiais da Polícia Militar Marcos Túlio e Fábio Rufino acompanharam as ações dos outros PMs contra os familiares de Alex através de mensagens e telefonemas.

Além de matar os irmãos de Alex, os agentes da polícia retiraram a mãe e a esposa dele de casa e as mataram. Os corpos de Maria José Pereira da Silva e Maria Nathália Campelo do Nascimento foram encontrados dentro de um canavial em Paudalho, na Zona da Mata.

Alex foi morto em Tabatinga por volta das 11h do dia 15 de setembro após ter reagido a uma abordagem, segundo a Polícia Militar.

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