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IDOR atua na vanguarda da pesquisa médica

Com parcerias globais e investimento milionário, Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino forma profissionais e quer mudar a história da saúde

Publicado em: 06/12/2023 12:00 | Atualizado em: 06/12/2023 12:15

Divulgação/IDOR (Ganhadora do Prêmio Nobel lidera parceria com o IDOR
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Divulgação/IDOR (Ganhadora do Prêmio Nobel lidera parceria com o IDOR )

A medicina atinge um patamar de excelência quando caminha lado a lado com a pesquisa científica e a educação. Essa é a visão do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), uma organização privada sem fins lucrativos que tem como principal mantenedora a Rede D’Or, maior empresa de saúde privada da América Latina. O instituto é atualmente a maior plataforma de pesquisa multicêntrica (que consegue captar pacientes de vários serviços de saúde) no Brasil.

 

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Com sedes localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o Instituto tem capacidade de coletar dados em mais de 200 instituições de saúde em 14 estados brasileiros. Isso posiciona o IDOR como líder em ciência médica e o capacita para responder rapidamente a novos e graves problemas de saúde, como foi o caso do zika vírus e da Covid 19. “Mobilizamos recursos e estimulamos nossos pesquisadores a contribuir com soluções para desafios atuais e futuros, com o objetivo de melhorar a condição de vida das pessoas”, diz Fernanda Tovar-Moll,

presidente do IDOR. 

 

O IDOR tem mais de 100 pesquisadores de diferentes especialidades, entre eles profissionais ranqueados entre os cinco mais proeminentes do mundo em suas áreas de atuação. “Segundo o Scival, plataforma da Elsevier que permite levantar dados globais sobre o desempenho de artigos científicos, o IDOR ocupa a 5° posição no mundo em Fisiologia Humana (publicações de Medicina Intensiva), à frente de instituições como a Universidade de Oxford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)”, explica Tovar-Moll, que acaba de ser eleita como membro da Academia Nacional de Medicina, uma das dez mulheres a ocupar essa posição na história. A Rede também colabora com organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) para estudar dados populacionais e coopera com instituições científicas em mais de 80 países, desenvolvendo pesquisa de ponta que vem sendo publicada nas mais importantes revistas médicas.

 

Antenado com as profundas transformações digitais pelas quais a humanidade passa, o IDOR também está envolvido em estudos que exploram as potencialidades e limitações de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial (IA) e machine learning. O objetivo é avaliar o impacto dessas ferramentas no diagnóstico e tratamento de doenças, considerando sempre a acessibilidade e a ética na implementação dessas novas terapias.

 

 O FUTURO DA SAÚDE

 

 Desde a criação, a instituição trabalha incessantemente para solucionar desafios de saúde do presente e do futuro. O IDOR é responsável pelo maior montante já investido pela iniciativa privada na ciência brasileira, com orçamento que ultrapassa R$ 1 bilhão nos próximos 10 anos. Um dos destinos desse aporte é o intercâmbio de pesquisadores do IDOR no IGI (Innovative Genomics Institute), na Califórnia, que é liderado pela laureada do Nobel Jennifer Doudna. A parceria é um marco na pesquisa de edição gênica com CRISPR-Cas9. O biólogo Thyago Leal Calvo e o especialista em terapia celular, Bruno Solano são os dois pesquisadores do IDOR no IGI nesse momento. 

 

“Para nós, o importante é apoiar a construção de uma capacidade local, por meio de colaborações como a que temos no Brasil com o IDOR. É essencial trabalhar pela melhoria do acesso”, explica Jennifer Doudna. Esse investimento e dedicação à ciência resultam em crescente reconhecimento para os pesquisadores do IDOR, com publicações frequentes nas revistas médicas mais prestigiadas. Avançando no desenvolvimento das pesquisas, e de olho nas próximas gerações de profissionais da saúde, o IDOR investe pesado em educação, com mais de 60 programas de residência médica, doutorado, pós-graduação e cursos de graduação. 

 

RESPONSABILIDADE

 

O IDOR ganhou visibilidade internacional em 2016 ao contribuir na identificação do vírus zika como causador de microcefalia. Publicado na revista “Science”, o estudo conferiu à instituição um alto nível de credibilidade na pesquisa científica. “Um resultado de muito orgulho, que demonstra como a instituição está preparada para responder de forma ágil aos problemas mais urgentes de saúde”, considera a equipe liderada pelo neurocientista Stevens Rehen, pesquisador do IDOR e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Desde o início da pandemia, o IDOR participou ativamente nas pesquisas de desenvolvimento de quatro vacinas contra o vírus da Covid-19, graças a sua capacidade de incluir pacientes de Salvador e Rio de Janeiro e mais de 300 estabelecimentos de saúde. O instituto também é ativo na pesquisa oncológica com participação relevante no desenvolvimento de novos protocolos mais curativos. Entre as contribuições mais atuais, estão os dois artigos científicos publicados na prestigiada The New England Journal of Medicine.

 

Sobre a contribuição da Rede D’Or e IDOR para o Brasil, Fernanda Tovar-Moll finaliza: “O avanço científico não é apenas uma meta, mas um dever moral e científico para transformar vidas e trazer mais oportunidades de cura no tempo atual e para a maior quantidade possível de pessoas, independentemente de perfil demográfico, econômico ou social”. 

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